Menu

Socorro Neri cobra MEC e defende nova regra para o piso do magistério

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

A deputada federal Socorro Neri enviou ofício ao ministro da Educação, Camilo Santana, solicitando providências urgentes para mudar a regra de atualização do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério. A iniciativa ocorre diante da possibilidade de o reajuste de 2026 ser de apenas 0,37%, percentual que não repõe sequer a inflação do período e representa, na prática, perda real para os professores.

No documento, a parlamentar alerta que a regra atual — prevista na Lei nº 11.738/2008 e vinculada à variação do Fundeb — tem produzido, em alguns anos, reajustes meramente nominais, desconectados da inflação e incapazes de garantir a valorização real da carreira docente. Segundo Socorro, isso aprofunda a desvalorização do magistério, aumenta a insegurança para estados e municípios e torna a profissão ainda menos atrativa em um cenário já marcado por falta de professores.

Anúncio

Para resolver o problema, a deputada propõe que o governo federal encaminhe uma solução normativa, seja por meio de Medida Provisória ou Projeto de Lei, criando uma “salvaguarda inflacionária”: o piso passaria a ter, no mínimo, a correção pelo IPCA, garantindo ao menos a reposição integral da inflação, com possibilidade de ganho real e maior previsibilidade orçamentária.

Histórico recente de reajustes mostra distorções

Nos últimos anos, os percentuais de reajuste do piso do magistério oscilaram de forma significativa. Entre 2015 e 2020, os aumentos variaram entre 13,01% e 4,17%. Em 2021, houve 0% de reajuste. Em 2022, o índice saltou para 33,24%, seguido de 14,95% em 2023. Já em 2024, o aumento foi de apenas 3,62%, em 2025 ficou em 6,27%, e para 2026 a projeção é de apenas 0,37%, o que reforça as críticas ao modelo atual de cálculo.

Para Socorro Neri, essa montanha-russa de percentuais comprova que a regra vigente não oferece estabilidade nem protege o poder de compra dos professores. “Não é razoável que a valorização do magistério dependa de uma fórmula que, em alguns anos, gera ganhos expressivos e, em outros, praticamente zera o reajuste, impondo perdas reais à categoria”, avalia a parlamentar.

No ofício encaminhado ao MEC, a deputada pede ainda que o ministério informe quais providências pretende adotar e apresente um cronograma de encaminhamento da matéria, para que o Congresso possa acompanhar e acelerar a tramitação da proposta.

“Valorizar os professores não é discurso: é garantir, na lei, que eles não terão perdas salariais ano após ano. Um país que quer levar a educação a sério precisa começar por respeitar quem está em sala de aula todos os dias”, conclui Socorro Neri.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.