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Bocalom compara intervenção dos EUA à do Panamá e critica defensores de Maduro

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), utilizou as redes sociais nesta quinta-feira, 08, para comentar a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, traçando paralelos históricos com a invasão norte-americana ao Panamá, fazendo críticas a setores da esquerda que, segundo ele, ignoram violações de direitos humanos no país vizinho.

Na publicação, Bocalom rebateu o argumento de que a atuação dos Estados Unidos teria como único objetivo o petróleo venezuelano. Para isso, citou o episódio envolvendo o ex-ditador panamenho Manuel Noriega e a intervenção comandada pelo então presidente norte-americano George Bush.

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“Meus amigos, muitos dizem que Trump só quer o petróleo da Venezuela, mas será que é isso mesmo? Em 1989, o Panamá vivia sob a ditadura do tal Manuel Noriega, que fraudou eleições, violou os direitos humanos e se aliou ao narcotráfico. Na época, o presidente dos Estados Unidos, George Bush, interveio. A ONU condenou, e os defensores da ditadura de Noriega diziam que o verdadeiro interesse dos Estados Unidos era apenas o Canal do Panamá”, afirmou.

Segundo o prefeito, o desfecho daquele episódio demonstraria que a intervenção não resultou na perda de soberania do país. “E veja o que aconteceu: Noriega foi capturado no dia 3 de janeiro de 1990. O Panamá permaneceu soberano e hoje é um país livre da ditadura esquerdista. O PIB e o IDH são muito superiores aos do Brasil. Olha só como são as coisas”, declarou.

Ao relacionar o caso histórico com a situação atual da Venezuela, Bocalom afirmou que o cenário se repete em 2026, classificando o momento como histórico. “Hoje, mais uma vez, a história se repete. Vivenciamos um dia histórico. Dia 3 de janeiro de 2026, Maduro foi capturado”, disse.

Na sequência, o prefeito direcionou críticas a grupos de esquerda que, segundo ele, se omitem diante da crise humanitária e política venezuelana. “Onde estavam os esquerdistas defensores de Maduro quando o povo venezuelano comia do lixo? Onde estavam quando mais de 8 milhões de pessoas deixaram a Venezuela para fugir da fome, da miséria e da perseguição?”, questionou.

Bocalom também mencionou denúncias de mortes atribuídas ao regime e citou relatórios de organismos internacionais. “Onde estavam esses esquerdistas quando milhares foram mortos pelo aparato repressivo do regime, conforme a própria ONU já falou?”, acrescentou.

O prefeito afirmou ainda que não houve indignação quando, segundo ele, países aliados ao regime venezuelano exploraram recursos naturais do país. “Houve protestos quando Rússia, China, Cuba e Irã levaram o petróleo da Venezuela e o povo ficou na miséria? Houve indignação quando as eleições foram fraudadas e os opositores perseguidos? A resposta é a mesma: não, não e não”, declarou.

Na parte final da manifestação, Bocalom criticou o que chamou de incoerência de setores que se dizem defensores da democracia e dos direitos das mulheres, citando a líder da oposição venezuelana María Corina Machado. “A mesma esquerda que diz defender a democracia e os direitos das mulheres ignorou quando Maria Corina, uma mulher venezuelana e líder da oposição, venceu o Prêmio Nobel da Paz. Sabe por quê? Porque ela é de direita”, afirmou.

Encerrando o pronunciamento, o prefeito defendeu que apenas os venezuelanos têm legitimidade para falar sobre o futuro do país e pediu apoio internacional à população. “É hora de respeitar o lugar de fala dos nossos irmãos venezuelanos. Eles, sim, podem falar. Não quem não é venezuelano. O que estamos vendo hoje é a celebração de um novo futuro. Temos é que respeitar e apoiar nossos irmãos venezuelanos”, concluiu.

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