Foto: David Medeiros
A reportagem do ac24horas esteve, nesta quarta-feira, 7, na região da Corrente, na entrada da cidade de Rio Branco, para mostrar de perto a rotina de uma das profissões mais antigas e essenciais para o desenvolvimento urbano: o trabalho dos chapas. São eles que garantem o descarregamento de mercadorias que chegam à capital acreana e ajudam a movimentar a economia local.
Na região, os trabalhadores contam atualmente com uma estrutura mínima de apoio, inaugurada em 2015, que inclui banheiro, bancos e cobertura. O espaço oferece mais dignidade aos chapas enquanto aguardam a chegada das cargas vindas dos grandes centros do país. Antes disso, segundo os próprios trabalhadores, as condições eram precárias e dificultavam o dia a dia da atividade.
De acordo com o repórter David Medeiros, as mercadorias chegam ao Acre em grandes carretas e caminhões e, ao desembarcarem em Rio Branco, são transportadas para depósitos e galpões com o auxílio dos chapas. Pelo menos 40 homens atuam atualmente nesse tipo de serviço na capital acreana.
Foto: David Medeiros
Um dos trabalhadores, Aclemar Afonso, que atua como chapa há 25 anos, destacou a importância da estrutura construída na gestão do ex-prefeito Marcus Alexandre. “Quero agradecer imensamente ao ex-prefeito, que deu dignidade a todos os chapas, construindo uma casinha com banheiro. Antes era muito precário, muito difícil para todos que passaram por aqui. Muitos já partiram, e nós seguimos ajudando a desenvolver o município de Rio Branco e o estado do Acre”, afirmou.
Os chapas trabalham de forma autônoma, sem vínculo empregatício formal. Eles são contratados conforme a demanda para descarregar mercadorias e recebem pelo serviço realizado. Segundo Aclemar, os valores variam de acordo com o tipo e o volume da carga. “Chegam tintas, produtos diversos, cada um com um preço. A turma se une, cinco ou seis homens, para fazer um serviço que dê para garantir o sustento da semana”, explicou.
Foto: David Medeiros
Em média, cada trabalhador recebe entre R$ 250 e R$ 300 por diária. Aclemar ressaltou que, apesar das dificuldades, o trabalho garante o sustento das famílias. “Ninguém pode reclamar. A gente se esforça muito para levar o pão de cada dia. Muitos têm despesas como pensão, aluguel, contas de luz e internet. Quando montamos uma equipe, já sabemos mais ou menos quanto vamos ganhar pelo produto descarregado. Só temos a agradecer às pessoas que vêm de fora e nos contratam”, concluiu.