Informações de origens duvidosas. Por que, quem as publicam buscam escondem as suas fontes.
O sigilo da fonte é sim, e não raramente, a convicção de não ser importunado, particularmente, quando um jornalista torna público uma informação de caráter criminoso contra àqueles que se encontram estabelecidos no poder. Do contrário, o informante jamais se disporia a fazer determinadas declarações. Neste particular o sigilo da fonte é fundamentalmente importante.
Ainda assim, quando um informante transmite a um jornalista ou a um blogueiro, determinadas informações, a depender de sua natureza, quem a divulga deve se cercar de todos os cuidados, afinal de contas, quando mais espetaculares for às más informações, mas elas conseguem dá várias voltas nos quarteirões enquanto as verdades sequer tenham chegado às ruas. Esta expressão é da lavra do maior e mais celebrado estadista do século XX, Winston Churchill. Ao seu tempo a internet não existia.
Se em tempos de internet, não apenas nos quarteirões, mas em todo o mundo, as más notícias conseguem dá várias voltas, decerto uma coisa: o sigilo da fonte não pode continuar como sendo um direito absoluto, pois de absoluto, presentemente, só há certeza: tudo nas nossas vidas e relativo.
Quando um informante se vale do segredo da fonte e de antemão se vale do “off”, a sua informação não tem a mesma importância se a mesma for devidamente explicada com os indispensáveis “on”.
No mundo inteiro e particularmente, no nosso país, as desinformações tomaram de conta dos nossos noticiários, e o pior: quanto mais espalhafatosas forem mais veiculadas serão.
A nossa polarização política está aí e a explicar, o quanto as nossas informações estão sendo maltratadas, inclusive, em assuntos de absoluta relevância. Reporto-me a nossa recente trama golpista. Para os bolsonaristas, no dia 08-01-2023 apenas aconteceu uma manifestação popular, enquanto para os lulistas houve sim, a mais evidente ação golpista.
Que o sigilo da fonte seja mantido, nada contra, conquanto as explicações que se façam necessárias sejam tornadas públicas e em “on” e não apenas circunscritas ao submundo daqueles que priorizam o “off”.
A continuar as desinformações que continuam partindo dos nossos dois polos, o ante bolsonarismo e o anteluluismo, já que ambos s retroalimentam, estaremos caminhando rumo ao caos, e isto porque, a herança que nos fora legada por Montesquieu, a da independência dos nossos três poderes encontra-se seriamente ameaçada.
Voltando ao sigilo da fonte: que o mesmo seja mantido, porém com as responsabilidades que passaram a se impor, e não a título de favorecer aos tantos quantos que subestimam a notícia.