Jornalisticamente falando-se, o sigilo da fonte se faz necessário desde que, desprovido de boas intenções.
A liberdade de opinião é um direito que deve ser conferido a todo e qualquer cidadão, particularmente, aqueles que vivem nas sociedades reconhecidamente democráticas, isto por se tratar de um direito, mas nunca em caráter absoluto, até porque, se assim fosse, os caluniados, os infamados e os injuriados não disporiam do direito, igualmente fundamental para se defenderem. Bem disse Simone de Boi Voir: o meu direito termina quando começa o direito daqueles com os quais divirjo.
Nem mesmo a liberdade, o mais sagrado entre todos os direitos humanos pode ser considerado como sendo absoluto, e a provar que não, quem comete um crime passível de punição o perde, e a provar que sim, basta que avaliemos as superlotações nas nossas casas penitenciárias.
Outro direito, fundamentalmente importante para os jornalistas, diz respeito ao segredo de suas fontes. Acontece que, na nossa atividade política, particularmente, os crimes surgem e se proliferam a partir de fontes adrede montadas, para além de mentirosas, em escala industrial.
Estamos atravessando o pior momento de nossa história, o da desinformação, isto em nome da liberdade de opinião, a despeito das agressões éticas e morais que já provocaram. Nas nossas chamadas redes sociais vamos encontrar as mais espalhafatosas infâmias, e não raramente, com aparências de verdade.
Em relação ao sigilo das suas fontes, antes de se valer desse direito os jornalistas precisam tomar ciência de suas reais intenções, até porque, se previamente encomendadas, não raramente, elas se prestam para desinformar, ou seja, provocar discórdias.
Se viciada em sua origem, a exemplo do que está acontecendo nos infinitos blogs e seus adestrados blogueiros, muitos deles apenas interessados no sensacionalismo que possam provocar o resultado não poderia ser outro, a não ser, a radicalização política que ora vivenciamos.
A liberdade de opinião não confere o direito às pessoas más denegrir as imagens de pessoas inocentes. A nossa própria polarização política, ao ter sido levada ao seu mais elevado nível já transformou o nosso ambiente político num ambiente altamente reprovável e perigoso.
Para os lulistas Jair Bolsonaro é a expressão máxima da nossa degeneração política, administrativa e moral, e em contrapartida, para os bolsonaristas, o presidente Lula é o responsável por todas as mazelas que aconteceram no nosso país deste a sua assunção ao poder no ano de 2002.
Enquanto isto, da lá para cá, chegamos ao estágio atual, no qual, ao invés de melhorarmos, a nossa polarização só nos tem trazido os mais sérios prejuízos, inclusive, a nossa própria democracia.