Uma equipe de reportagem da TV Gazeta, afiliada à RecordTV no Acre, foi vítima de agressão enquanto realizava a cobertura jornalística na Escola Municipal Georgete Eluan Kalume, localizada no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco, na manhã desta segunda-feira, 5. O local funciona como ponto de acolhimento temporário para famílias atingidas pela cheia do Rio Acre.
As agressões ocorreram durante o trabalho de apuração sobre a retirada das famílias que estavam abrigadas na escola e que começavam a retornar às suas casas após a redução do nível do rio. O episódio foi exibido no programa Gazeta Alerta, que apresentou imagens do momento de tensão enfrentado pelos profissionais da emissora.
Segundo o repórter João Cardoso, o cinegrafista Sidney Torres registrava imagens gerais da estrutura da escola e da movimentação no local quando foi abordado de forma hostil por uma pessoa acolhida na unidade. “O Sidney estava apenas fazendo imagens abertas da escola, imagens gerais do trabalho que estava sendo feito ali. Em nenhum momento ele estava gravando essa pessoa especificamente”, afirmou o jornalista durante o programa.
Ainda de acordo com Cardoso, o profissional tentou explicar a situação com calma, ressaltando que se trata de um procedimento técnico comum em coberturas jornalísticas. “Nossas câmeras têm configurações técnicas que muitas vezes dão a impressão de que alguém está sendo filmado diretamente, quando, na verdade, são imagens do ambiente como um todo. Mesmo assim, ele tentou dialogar e explicar, com total tranquilidade”, relatou.

Foto: TVGazeta/Reprodução
Apesar da tentativa de diálogo, a pessoa envolvida permaneceu exaltada e partiu para a agressão. As imagens exibidas mostram o momento em que ela atinge a câmera da emissora e, em seguida, joga água no cinegrafista. A situação evoluiu para gritos, xingamentos e tentativas de confronto físico, gerando um clima de forte tensão no abrigo.
João Cardoso e o cinegrafista Nelvan Negreiros chegaram ao local pouco depois para a cobertura de outra pauta relacionada ao trabalho da Defesa Civil e acabaram se deparando com a confusão já em andamento. “Quando nós chegamos, a situação já estava fora de controle. Ninguém conseguia acalmar essa pessoa, e chegou-se a falar, inclusive, na possibilidade de acionar a polícia”, disse o repórter.
Durante a exibição do caso, a TV Gazeta reforçou que sua equipe atua com ética, profissionalismo e respeito às pessoas, especialmente em locais sensíveis como abrigos provisórios. “Nós sempre trabalhamos ouvindo as pessoas, pedindo autorização e seguindo critérios muito claros. Infelizmente, mesmo seguindo todos esses critérios, nossa equipe foi agredida”, destacou João Cardoso.
A repórter Débora Ribeiro, que também estava no local, junto com outros profissionais da emissora, tentou intervir para conter a situação e evitar que o conflito se agravasse, mas a equipe acabou sendo alvo da violência.


















