Foto: David Medeiros
A primeira segunda-feira de 2026 começou com movimento fraco no comércio do Centro de Rio Branco. A reportagem do ac24horas Play percorreu, na manhã desta segunda-feira, 5, pontos tradicionais da região central da capital, como o Calçadão da Benjamin Constant, o camelódromo, o Shopping Aquiry e o entorno do Terminal Urbano, e constatou um cenário de pouca circulação de consumidores.
Durante a apuração, o repórter David Medeiros entrevistou o comerciante Ademir Pereira dos Santos, conhecido como Ceará, um dos mais antigos trabalhadores do calçadão. Natural do Nordeste, ele chegou ao Acre aos 14 anos e, hoje com 56, afirma que atua no local desde a criação do calçadão.
Segundo Ceará, a baixa movimentação é típica do início do ano e está diretamente relacionada ao período de férias. “Nesse começo de ano, a maior parte dos empresários, tanto os grandes quanto os pequenos, está de férias. Por isso, muitas lojas estão fechadas. Não é falência, é férias mesmo”, explicou.
Foto: David Medeiros
O comerciante também avaliou positivamente o desempenho do comércio no período de Natal e Ano Novo. De acordo com ele, as ações promovidas pela Prefeitura de Rio Branco ajudaram a aquecer as vendas. “A expectativa foi muito boa. Houve uma mudança grande em relação a outros anos. A prefeitura trouxe uma tenda, promoveu sorteios de prêmios como dinheiro e televisões, sorteio de R) 10 mil, R$ 4 mil e isso impactou positivamente a economia da cidade”, destacou, citando o apoio da gestão do prefeito Tião Bocalom.
Sobre a retomada do movimento, Ceará afirma que a melhora deve ocorrer gradualmente a partir do próximo mês. “Quando começa a cair o pagamento do mês que vem, já dá uma clareada. Por enquanto, esse período não é bom para as vendas”, disse.
Foto: David Medeiros
Ele também alertou para um novo período de queda no comércio durante o Carnaval, quando muitas pessoas aproveitam para viajar ou tirar férias. “No Carnaval, o movimento cai novamente, porque muita gente sai da cidade”, avaliou.
Por outro lado, o comerciante acredita que a volta às aulas tende a impulsionar novamente a economia local. “Quando começa o período escolar, os empresários que vendem material escolar sentem um impacto muito grande“.