O Acre aparece entre os estados com maior incidência de dengue no Brasil em 2025, mesmo diante da queda expressiva de casos registrada em nível nacional. Dados referentes às semanas epidemiológicas 01 a 23 de 2025 do Ministério da Saúde apontam que o país contabilizou 1.478.752 casos prováveis da doença, o que representa um coeficiente de incidência de 728,2 casos por 100 mil habitantes. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve redução de 75,7% no número de notificações.
Apesar da retração nacional, as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul concentram os maiores coeficientes de incidência. Entre as unidades federativas, São Paulo, Goiás, Acre, Paraná e Mato Grosso se destacam com os índices mais elevados da doença.

No Acre, foram registrados 8.563 casos prováveis de dengue entre as semanas 01 e 23 de 2025. O estado apresentou coeficiente de incidência de até 1.031,7 casos por 100 mil habitantes, colocando-o entre os mais afetados proporcionalmente no país no período analisado.
Em relação à gravidade dos casos, o Acre notificou apenas um caso de dengue grave e 49 casos de dengue com sinais de alarme. Quanto aos óbitos, foram confirmadas três mortes pela doença em 2025 no estado, sem registro de óbitos em investigação até o momento.

No cenário nacional, os casos graves se concentram principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, enquanto a maior parte dos óbitos foi registrada no Sudeste. Ao todo, o Brasil confirmou 1.165 mortes por dengue no período analisado, com outros 752 óbitos ainda sob investigação.
O monitoramento virológico identificou a circulação dos quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) no país, com predominância do DENV-2. Desde o último trimestre de 2024, foi observado aumento da proporção do DENV-3. Já o DENV-4, na forma de vírus selvagem, foi detectado em amostras dos estados de São Paulo e Minas Gerais.


















