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Soberano é o povo!

Por
Valterlucio Campelo


No alvorecer de 2026, Donald Trump resolveu agir e capturar na Venezuela o narcoterrorista Nicolás Maduro, velho amigo de Lula da Silva e do PT, sócios entre outras “cositas” no Foro de São Paulo, que serve de guarda-chuva com verniz político para a dominação do continente e a instalação prometida de uma grande pátria socialista (ver documentos e declarações do FSP).


Logo após a confirmação de que o ditador vizinho estava sob guarda do Departamento de Entorpecentes Americano, a esquerda brasileira saiu da moita para condenar a ação e berrar contra a invasão da soberania da Venezuela. Lula, ultimamente dado a falsos arroubos nacionalistas, arrematou dizendo que “Donald Trump rompeu uma barreira inaceitável”. Apesar do erro na oração (ele quis dizer que a ação era inaceitável), foi dado o recado – Lula NÃO ACEITA a remoção do amigo ditador.


O lulopetismo, obviamente, embarcou na canoa. A imprensa, de modo geral, sem condições de defender Maduro, saiu com aquele vergonhoso “MAS”. Míriam Leitão, a imortal da cota guerrilheiras e amiga do Zé Dirceu, veio com “Maduro é indefensável, MAS a arrogância do Trump…”. Enfim, a esquerda no Brasil e em muitos outros lugares, sacaram do fundo do cérebro o argumento da defesa da soberania para enviesadamente repudiar o governo americano e ver uma ameaça sobre a cabeça de qualquer um que não seja do gosto de Trump. Estaria criado, segundo eles, um precedente perigoso.


Tratemos primeiro da soberania. O que vem a ser essa preciosidade? Ensinam os grandes mestres que soberania tem a ver com povo, território e poder, seus elementos constitutivos, sendo o primeiro – o povo daquele território, o titular originário da soberania. Ou seja, antes do poder, soberano é o povo que, em um estado democrático, delega seu exercício – da soberania, a representantes em eleições livres e honestas, com reconhecimento internacional.


Isto posto, obviamente sem aprofundamentos teóricos dado o espaço desta coluna, não se pode chamar de soberano um poder estabelecido contra a soberania popular. Chegamos então ao caso da Venezuela. Não existe ali um poder legítimo e soberano pois as eleições, como todos sabem, foram efetivamente fraudadas. O ditador Maduro e seus asseclas exerciam o poder de modo ilegítimo, distante da vontade dos eleitores, autoimposto pela força, a vontade soberana do povo elegeu outro candidato.


Já no seu 12º ano de governo, sucedendo outro ditador – Hugo Chávez, que governou por catorze anos, Nicolas Maduro pretendia se eternizar no poder e manter a opressão. No período foram contabilizadas 36.800 vítimas de tortura, 18.305 presos políticos, 468 mortos em protestos, 8.000.000 de exilados, 8.000 violações de direitos humanos, mais de 400 jornalistas censurados e um resultado econômico que jogou 90% dos venezuelanos em situação de pobreza. A ditadura venezuelana vive basicamente de petróleo e sua população sobrevive na miséria de benefícios sociais pagos com o dinheiro do petróleo, já a fortuna de Maduro é incalculável. Fora isso, o narcotráfico infiltrou-se de tal sorte no governo que o próprio Maduro é dado como seu chefe maior. Quão soberano é este governo? O narcoditador é mais importante do que o povo faminto e massacrado?


Outra arma sacada pela esquerda brasileira em seu indefectível “MAS” é que a invasão de Trump ocorreu fora do direito internacional. Puro cinismo. Que digam o que fizeram o direito internacional e suas instituições até hoje, depois de 26 anos de ditadura chavista. A burocracia dessas instituições é dominada por esquerdistas de toda ordem, seus relatórios são demorados e lenientes. O povo venezuelano esperou o “direito internacional”, apostou várias vezes na democracia das urnas, mas foi ludibriado por um sistema eleitoral corrompido e ocupado por forças chavistas. Como retroceder da linha da ditadura, essa sim, inaceitável, se o poder estabelecido interditou TODAS as possibilidades de alternância e o direito internacional fechou os olhos?


O “medinho” dos nossos esquerdistas é o “precedente”, como se dissessem que o pau que bate na Venezuela pode bater no Brasil. Nisso estamos de acordo, afinal, toda ação concreta cria um precedente que, neste caso, é a ditadura e não a ação do Trump. Ou seja, uma ditadura que permaneça durante 26 anos silenciando, torturando, prendendo, matando, exilando e empobrecendo seu povo, pode chamar a atenção internacional e suscitar uma ação estrangeira de remoção do ditador. Que bom, né?


Peraí, Valterlucio, você está esquecendo do interesse americano no petróleo. Estou não. A Venezuela foi jogada na dependência quase total do petróleo que é sua maior riqueza e do qual detém as maiores reservas mundiais. Não fosse um regime socialista e ditatorial (desculpem a redundância), teria utilizado essa riqueza para educar o povo, promover o empreendedorismo, desenvolver tecnologia e estar hoje entre os países mais ricos do planeta. Entretanto, preferiu nacionalizar as empresas de petróleo americanas, instalar em todos os postos milhares de “generais” promovidos com este fim, e aproximar-se comercial e politicamente de países como a China e o Irã. Para o povo sobraram doações miseráveis e, para os chavistas amigos, garantias e riqueza. O Trump resolveu mexer nas gavetas, achou a conta venezuelana e vai cobrar também essa fatura, além do desmantelamento do narcoestado. Isso significa recuperar a sucateada indústria petroleira e espetar os custos no próprio petróleo. Obviamente, não fica de fora o contexto geopolítico.


Hipócrita, a esquerda manterá essa linha de discurso (é o que sobra) para repudiar a ação do Trump, ou seja, vão acusar um “neoimperialismo” de fantasia e defender a “soberania da ditadura”, que equivale ao direito do espancador de mulheres de manter a violência sem que o vizinho se incomode. Cúmplice do chavismo desde a criação do Foro de São Paulo, Lula se agarrará aos “MAS”, dando corda para seus seguidores dizerem que os adversários são defensores de intervenções estrangeiras.


Não tem MAS nem meio MAS, tem ação concreta e necessária de derrubada de um ditador que resultará em salvaguarda da soberania do povo. O resto é mimimi e militância de esquerdista cabreiro com a possibilidade de delação do Maduro, talvez corroborando o traficante Hugo Armando Carvajal Barrios, ex-general venezuelano e ex-diretor da inteligência militar da Venezuela, preso nos Estados Unidos por narcotráfico, narcoterrorismo e colaboração com as Farc. “El Pollo” recentemente delatou o sistema de fraude e financiamento eleitoral na América Latina, incluindo as maquininhas sagradas. Já pensou, se o amigo de Lula abrir o bico, ou se for encontrada documentação comprometedora? Lula pensou. Que esperneiem os defensores de ditaduras, enquanto isso, o povo venezuelano soberanamente comemora: Libertad!


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Valterlucio Campelo