O Acre fechou os últimos cinco anos com saldo positivo na geração de empregos formais, mas os dados mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acendem um sinal de alerta para 2026. As informações, consultadas pelo ac24horas na última sexta-feira, 02, revelam que, após o pico de recuperação no pós-pandemia, o mercado de trabalho no estado perde força de forma contínua, chegando em 2025 ao pior desempenho desde 2020, ano marcado pela crise sanitária da Covid-19.
Em 2020, mesmo sob os efeitos diretos da pandemia da Covid-19, o Acre conseguiu criar 2.604 vagas formais, com destaque para os setores de Serviços (1.251) e Comércio (1.019).
O ano de 2021 representou uma forte reação da economia. Foram 8.033 empregos com carteira assinada criados, o melhor resultado da série analisada, impulsionado principalmente por Serviços (3.355), Comércio (2.424) e Construção (1.251).
Em 2022, embora o saldo ainda tenha sido elevado (7.601 vagas), já foi possível observar uma perda de ritmo. O crescimento passou a se concentrar em poucos setores, enquanto a Indústria praticamente estagnou, com saldo de apenas 28 empregos.
A desaceleração ficou mais evidente em 2024. Apesar do saldo positivo de 6.688 vagas, o resultado representou nova queda em relação aos anos anteriores. Além disso, a Agropecuária entrou no vermelho, com saldo negativo de 43 postos de trabalho, indicando fragilidade em um setor historicamente relevante para o estado.
Os números de 2025 reforçam um cenário preocupante. O Acre criou apenas 5.482 empregos formais, o menor saldo dos últimos cinco anos, excetuando 2020, quando a economia enfrentava uma crise sem precedentes. O resultado confirma uma trajetória clara de enfraquecimento do mercado de trabalho, com redução tanto no saldo total quanto na capacidade de geração de vagas fora do setor de serviços.
Embora serviços ainda concentre a maior parte das novas vagas (4.022), o desempenho dos demais setores é considerado tímido. O setor de comércio, que já foi um dos motores da recuperação, caiu para 926 vagas. A indústria criou apenas 88 postos de trabalho, enquanto a construção civil somou 266.


















