2026 nasce com a marca da instabilidade na América Latina. As bombas norte-americanas que caem em Miranda, Aragua, La Guaira e Caracas têm consequências práticas para o Acre. Espremem o povo de lá para qualquer região que possa significar vida. Chile e Brasil são destinos que já se demonstraram acolhedores para quem foge com desespero e pânico.
O Governo do Acre, se juízo tiver, já pode antecipar agenda junto ao Governo Federal e Ministério da Defesa. É preciso se antecipar e preparar Assis Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia. Não se trata de atrair venezuelanos. É preparar-se, com antecipação, à chegada desses refugiados para acolhê-los com o mínimo de dignidade.
Logo em 2026, quando as coisas por aqui estavam transcorrendo com alguma tranquilidade! Aliás, é preciso admitir que à exceção das intrigas de uma campanha política que se avizinha tudo o mais estava se desenhando para um ano de relativa tranquilidade na economia regional. Não havia nada no horizonte econômico que ensejasse algo muito traumático.
A agenda econômica seguiria um rumo até mediano, sem muitos solavancos. É bem verdade que o clima na seara política acaba contaminando todo o resto. Como diz o arigó, “a valença” do Acre é que a presença do capital privado é tão pequena na circulação de dinheiro por aqui que aconteça o que acontecer na política, por força de lei, um mínimo de circulação de dinheiro já é previsível. E assim vai-se vivendo por essas bandas.
2025 foi um ano cujo destaque negativo pode ser contabilizado na área da Segurança Pública, do Trânsito e da Infraestrutura Urbana. Saúde e Educação também tiveram destaques à parte. No mais, o Acre acompanhou o cenário nacional: a Agropecuária em ano de excepcional desempenho acabou alimentando muita expectativa para 2026.
Os especialistas em economia voltada para a agricultura já adiantam que 2025 dificilmente será repetido, mas o ano que inicia não terá desempenho ruim. Já é um alento. Nesse cenário, o Acre não pode regredir. Se quem entende do assunto já prevê que a performance de 2026 não terá o mesmo cenário do ano passado, então é preciso apreender a ideia de que “2026 será sem recuos”. É preciso avaliar quais os principais gargalos e investir energia neles.
É regularização fundiária? São os embargos ambientais? Quais são os problemas que dependem da ação do Governo do Acre para melhorar o ambiente de negócios? É preciso identificar e reagir.
Há problemas que independem do Governo do Acre. Por exemplo: taxa de juros. Isso aí é roteiro para personagens mais robustas na cena econômica. Os gabinetes civis dos 27 federados não têm como intervir.
No mais, o Governo do Acre precisa apenas reger minimamente e tentar equacionar o descompasso entre a produção local com o incentivo à industrialização e tudo o mais vai se ajeitando. O que não pode é o (e)leitor ficar exigindo demais a quem não tem o que oferecer. O que se tem é isso aí. As personagens são essas; o jogo e a trama são estes.


















