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O que esperar de Coração Acelerado? História atualiza fórmula que deu certo

A atriz Isadora Cruz interpreta a cantora Agrado Garcia, protagonista de Coração Acelerado - Fotos: Manoella Mello/TV Globo
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A faixa das 19h da Globo vai abrir 2026 apostando em uma fórmula que a emissora já testou e que deu muito certo: uma novela musical, cheia de humor, crítica de costumes e bastidores do showbiz. Coração Acelerado, que estreia em 12 de janeiro no lugar de Dona de Mim, nasce na mesma prateleira de sucessos como Cheias de Charme (2012) e Rock Story (2016), agora embalada pelo universo sertanejo e mirando diretamente o público do Centro-Oeste.


A trama se passa em Goiás, ambiente que respira música, rodeio, vaquejada e disputa por holofotes. Coração Acelerado tem amores turbulentos, triângulos quentes, vilões carismáticos e muito exagero de bastidores artísticos. Vem bem atualizada com os protagonistas causando avalanches nas redes sociais.

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O projeto tem pedigree. Maria Helena Nascimento, bem-sucedida em Rock Story, volta a trabalhar com música depois de contar a história da boy band 4.4 e de um cantor pop inspirado em Luan Santana, Léo Régis (Rafael Vitti), misturando hits com dramaturgia.


Ao lado dela está Izabel de Oliveira, autora do fenômeno Cheias de Charme, que transformou as Empreguetes em mania nacional e fez de Chayene (Cláudia Abreu) uma vilã debochada e inesquecível. As duas já provaram que sabem usar canções como motor de trama, explorando os egos e as guerrinhas típicas do mundo dos famosos.


Coração Acelerado nasce exatamente dessa soma de experiências. A novela mergulha no sertanejo como linguagem, e não só como trilha de fundo: shows reais, gravações em festivais, participações de artistas consagrados e criação de repertório inédito entram em cena para dar lastro à história.


Um dos primeiros grandes momentos será justamente a sequência registrada no show de Maiara & Maraisa em Goiás, misturando ficção e realidade de um jeito que fala direto com o fã da música sertaneja.


Triângulo e vilã para amar odiar

No centro da narrativa está o triângulo amoroso formado por Naiane (Isabelle Drummond), João Raul (Filipe Bragança) e Agrado Garcia (Isadora Cruz), embalado por redes sociais, fandom tóxico e sonhos de sucesso.


Do outro lado, o universo dos vilões também segue a cartilha que costuma funcionar: uma grande antagonista, Zilá (Leandra Leal), pensada para ser o tipo que o público ama odiar. Tem ainda famílias cheias de segredos, mágoas antigas e disputas por poder.


Com música ao vivo, participações especiais, cenários grandiosos no Cerrado e o DNA de duas autoras que dominam o casamento entre música e folhetim, Coração Acelerado chega com a promessa de fazer barulho.


A aposta é clara: usar o sertanejo como espelho de um Brasil contemporâneo, reconquistar o telespectador do Centro-Oeste e entregar aquele entretenimento leve, romântico e viciante.


Conheça a história

Tudo começa em 2006, no concurso Calouros Mirins da rádio Estrela do Cerrado, em Bom Retorno, cidade fictícia de Goiás. Ali, ainda crianças, Agrado Garcia, João Raul e Naiane Sampaio se cruzam pela primeira vez. Apaixonada por música e usando o nome artístico Diana, Agrado se junta a João Raul para cantar uma composição sua, mas um imprevisto a faz abandonar o concurso.


Antes de partir, ela deixa com o menino uma medalhinha de Santa Cecília e guarda uma pulseira com as iniciais dele. No mesmo dia, Naiane é eleita Princesinha Country em outro evento e sai da homenagem encantada pelo pequeno cantor que verá no palco.


Os anos passam, e Agrado cresce rodando o interior na caravana da madrinha Zuzu (Elisa Lucinda), ao lado da mãe Janete (Leticia Spiller), cantando em shows itinerantes. Inspirada por nomes como Marília Mendonça (1995-2021), Maiara & Maraisa e Simone & Simaria, ela se torna uma cantora e compositora talentosa, forte e teimosa, mas acostumada a ouvir “não”.


Já João Raul tem uma ascensão meteórica: começa a cantar ainda menino e vira ídolo nacional como o Mozão do Brasil, preso a um contrato sufocante com o empresário Ronei Soares (Thomás Aquino).


Naiane, herdeira do poderoso Grupo Alaor Amaral, cresce cercada de luxo, jatinhos, haras e mansões. Vira influenciadora digital ao transformar sua rotina em conteúdo e se vicia em likes, entre fanáticos e haters. Desde a infância, é fã de João Raul e, já adulta, cria uma coreografia para um hit apimentado do cantor que viraliza nas redes.


De olho no negócio, Ronei incentiva o casal midiático: juntar o fandom de João Raul com o de Naiane é puro suco de engajamento. Só que a mania da influencer de postar tudo irrita o astro, que, cansado da própria vida, lança nas redes a pergunta: “Onde está a garota do meu passado?”.


O post abala Naiane e reacende o fio que o liga à menina do concurso, sem que ele saiba que Diana e Agrado são a mesma pessoa. Por trás desse triângulo, dois clãs poderosos movem a engrenagem da novela.


De um lado, os Amaral: seu Alaor (Marcos Caruso), o Rei do Country que ergue o Grupo Alaor Amaral ao lado da mulher, Branca (Ana Barroso), transformando uma lojinha de selaria na marca de moda Alô Country e depois no braço de eventos Alô Balada. O filho Alaorzinho (Daniel de Oliveira) assume os negócios e se casa com Zilá Sampaio, mãe de Naiane, ao mesmo tempo em que nunca supera o fim traumático com Janete.


Do outro lado está a família Sampaio Garcia. Eliomar (Stepan Nercessian), viúvo de Maria Cecília Garcia (Paula Fernandes), proíbe as filhas Zilá e Janete de cantarem após perder a mulher em uma viagem em que ela estava atrás do sonho artístico.


Zilá se encaixa no modelo “certinha” e se torna o orgulho do pai; Janete herda a voz e o ímpeto da mãe e vive em confronto com o machismo de Alaorzinho e o conservadorismo de Eliomar. Quando decide cantar em uma festa organizada pelo noivo, provoca um escândalo que termina em rompimento público, humilhação na cidade e ruptura familiar.


Na estrada, ela se envolve com Jean Carlos (Ricardo Pereira), enviado por Zilá, e dessa relação nasce Agrado, criada longe da verdade sobre o pai e sobre a família Amaral.


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