Acre

Polícia Civil indicia suspeitos da morte de Moisés Alencastro, mas não vê indícios de homofobia

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Da redação ac24horas

A Polícia Civil do Acre avançou nas investigações sobre a morte do colunista social e advogado Moisés Alencastro, encontrado morto em seu apartamento no dia 22 de dezembro, em Rio Branco. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu a primeira fase do inquérito, que apura as circunstâncias e a autoria do crime, e até o momento, não há elementos que permitam associar diretamente o crime à orientação sexual da vítima.


Os principais suspeitos, Antônio de Sousa Moraes, de 22 anos, e Natanael Oliveira de Lima, de 23 anos, foram presos no dia 25 de dezembro. Com a conclusão da etapa inicial do inquérito, ambos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e furto qualificado.


De acordo com o delegado, essa fase precisou ser encerrada dentro do prazo legal de dez dias, previsto quando há investigados presos. O relatório foi finalizado e entregue no dia 30 de dezembro. “Essa primeira parte do inquérito foi concluída dentro do prazo estabelecido. Agora, seguimos para uma nova fase, com outras diligências e a produção de novas provas que serão anexadas ao processo”, explicou Alcino Júnior.


A próxima etapa da investigação terá prazo de até 30 dias para ser concluída e deve incluir, entre outras ações, a análise de aparelhos celulares e materiais apreendidos, o que pode trazer novos elementos relevantes ao caso.


No início das apurações, a Polícia Civil chegou a considerar a hipótese de latrocínio, caracterizado por roubo seguido de morte. Posteriormente, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota afirmando que o crime teria sido motivado por ódio e homofobia, levando em conta o contexto em que a morte ocorreu.


Sobre essa avaliação, o delegado ponderou que os indícios reunidos até agora não sustentam, de forma clara, essa conclusão. “Não conseguimos identificar, a princípio, o crime de homofobia, embora isso possa eventualmente aparecer como pano de fundo. Precisamos aprofundar ainda mais as investigações, porque o que foi apresentado até agora corresponde apenas à primeira fase do inquérito”, afirmou. Ele destacou ainda que novas interpretações podem surgir ao longo do andamento do processo, inclusive por parte do próprio MPAC, conforme o avanço das diligências.


Com informações da ContilNet.


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