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Analfabetismo atinge 9,4% no Acre, aponta levantamento do IBGE

© GEOVANA ALBUQUERQUE/AGÊNCIA BRASÍLIA
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O Acre apresentou taxa de analfabetismo de 9,4% entre a população com 15 anos ou mais, segundo dados do estudo “Síntese de Indicadores Sociais”, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice coloca o estado acima da média nacional e evidencia os desafios para o cumprimento da Meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a erradicação do analfabetismo nessa faixa etária.


De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2024, a taxa de analfabetismo no Brasil foi de 5,3%, representando uma queda de 1,4 ponto percentual em relação a 2016, quando o índice era de 6,7%. A redução ocorreu de forma gradual ao longo dos anos, reflexo, principalmente, da concentração do analfabetismo entre a população idosa.

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Entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa nacional de analfabetismo permanece abaixo de 1% desde 2016, indicando avanços no acesso à educação básica. No entanto, o problema persiste de forma mais acentuada nas faixas etárias mais elevadas, especialmente entre os grupos socialmente mais vulneráveis.


Os dados do IBGE também revelam forte desigualdade associada à renda. Em 2024, entre a população pertencente ao quinto de maior rendimento domiciliar per capita, a taxa de analfabetismo foi praticamente inexistente — inferior a 0,3% até os 49 anos de idade, ultrapassando 1% apenas a partir dos 60 anos. Já entre os 20% mais pobres, o cenário é mais grave: embora o índice entre jovens de 15 a 24 anos seja inferior a 1%, ele sobe rapidamente nas faixas seguintes, chegando a 33,5% entre pessoas com 80 anos ou mais.


Além das desigualdades socioeconômicas, o levantamento destaca disparidades regionais significativas. Em 2024, a Região Nordeste apresentou taxa de analfabetismo de 11,1%, mais que o dobro da média nacional. Alagoas e Piauí lideraram os índices mais elevados do país, com 14,2% e 13,8%, respectivamente. Em contraste, estados como Rio de Janeiro (2,0%), Santa Catarina (1,9%) e o Distrito Federal (1,8%) registraram as menores taxas.


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