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Com nível do Rio Acre em alta, embarcação de grande porte chega a Rio Branco

Foto: David Medeiros
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Com o volume do Rio Acre elevado, uma embarcação de grande porte conseguiu chegar a Rio Branco na tarde desta segunda-feira (22). A chegada ocorreu na região conhecida como praia da Base e foi acompanhada pelo ac24horas Play, durante entrevista do repórter David Medeiros com o freteiro Agnelo Araújo Freitas Neto, conhecido como Nenê, responsável pela condução da embarcação Ana Cristina, vinda do município de Pauini, no Amazonas.

Segundo Nenê, a viagem entre Pauini à capital acreana durou quatro dias ininterruptos, com navegação contínua, dia e noite. “Quatro dias, dia e noite. Sem parar, só da Boca da nós paramos”, pontuou.

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O freteiro contou que trabalha no rio desde a infância, seguindo a tradição da família. “Desde criança que eu ando no rio. Desde o tempo do pai”, ressaltou.

A embarcação tem 21 metros de comprimento e cinco metros de largura, sendo considerada de grande porte para a navegação no rio Acre. De acordo com o Nenê, o barco transporta carga geral, incluindo gêneros alimentícios, gás, eletrodomésticos e outros produtos destinados ao abastecimento de Pauini, município que só possui acesso fluvial ou aéreo.

Ele explicou ainda que, durante a viagem, a tripulação se reveza a cada seis horas para pilotagem e demais atividades. “Reveza, cada um tira seis horas de plantão”, explicou.

Foto: David Medeiros

Com a elevação do nível do Rio Acre, as embarcações conseguem chegar diretamente a Rio Branco apenas em parte do ano. Fora desse período, segundo o freteiro, a navegação fica restrita até Boca do Acre, no Amazonas. “Só vem até maio aqui, só até maio. De dezembro a maio só”, pontuou.

Durante a entrevista, Nenê também relembrou o período de intensa movimentação no Rio Acre nas décadas de 1980 e 1990, quando o porto registrava grande fluxo de balsas e navios. “Tinha mesmo, mais de cem balsas no porto , tudo carregado de ouro nesse tempo, a década de oitenta e noventa. Muita embarcação, muita balsa de castanha, tudo vinha de Belém pra cá”, relatou.

Segundo ele, naquela época, grandes navios de Belém e Manaus navegavam pelo Rio Acre e ancoravam na região central de Rio Branco. “Tinha o Benjamin, o Coral, os navios que vinham grandes, as balsas, muita coisa vinha”, acrescentou.

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