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Acre aparece entre os estados com menor acesso à internet

Foto: reprodução/internet
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Dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), com período de referência entre 2013 e 2024, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Acre está entre os estados com menor percentual de acesso à internet no Brasil, apesar do avanço contínuo do uso de tecnologias digitais no país.

De acordo com a PNAD Contínua – módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), em 2024, 82,0% da população acreana com 10 anos ou mais acessou a internet ao menos uma vez nos três meses anteriores à pesquisa. O índice coloca o Acre entre as três menores taxas do país, ao lado do Maranhão (84,0%) e do Amazonas (85,4%). No outro extremo, o Distrito Federal (95,9%), Goiás (94,0%) e Rondônia (93,2%) lideram o ranking nacional.

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No cenário nacional, a população com 10 anos ou mais chegou a 185,1 milhões de pessoas em 2024, das quais 89,2% (165,1 milhões) acessaram a internet. O crescimento é contínuo desde 2016, quando o percentual era de 66,0%. O telefone celular segue como o principal meio de acesso, utilizado por 98,8% dos internautas, seguido pela televisão (53,5%), que apresentou forte crescimento nos últimos anos. Já microcomputadores e tablets perderam espaço ao longo da série histórica.

O levantamento também aponta que 88,9% da população brasileira possuíam telefone celular para uso pessoal em 2024, um aumento de 11,5 pontos percentuais em relação a 2016. O índice é maior entre mulheres (90,2%), pessoas brancas (91,1%), indivíduos de 30 a 59 anos (94,9%) e aqueles com ensino superior completo (99,1%).

No que diz respeito ao consumo cultural mediado pela internet, as principais finalidades de acesso em 2024 foram assistir a vídeos, séries e filmes (88,5%), ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,5%), ler jornais, notícias, livros ou revistas (68,8%) e jogar (30,3%). As duas primeiras finalidades apresentam maior uniformidade entre os grupos populacionais, embora tenham menor penetração entre pessoas com 60 anos ou mais.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o acesso é mais intenso em praticamente todas as finalidades investigadas. Já a prática de jogar se destaca entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, alcançando 71,8%, e é mais comum entre homens (37,0%) do que entre mulheres (24,1%).

Os dados reforçam que, embora o acesso às tecnologias digitais tenha avançado de forma significativa no Brasil, persistem desigualdades regionais e sociais, com o Acre figurando entre os estados que ainda enfrentam maiores desafios para ampliar o acesso à internet e, consequentemente, à fruição cultural mediada por meios digitais.

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