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Privatização da saúde pode ajudar a melhorar serviço, diz Bocalom

Fotos: Reprodução/Sérgio Vale
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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), afirmou que a adoção de modelos de gestão privada na saúde pública pode contribuir para a melhoria do atendimento à população. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bar do Vaz, exibido ao vivo nesta terça-feira (16) pelo ac24horas.com e pelas redes sociais oficiais do jornal, sob apresentação do jornalista Roberto Vaz.


Ao tratar do tema, Bocalom explicou que a prefeitura estuda a contratação de empresas para gerenciar a mão de obra na rede municipal de saúde, especialmente para suprir a falta de profissionais em determinadas unidades. Segundo ele, o modelo já é adotado em diversos estados brasileiros e tem apresentado resultados positivos. “O Brasil inteiro está fazendo isso. Santa Catarina, São Paulo, Paraná… todo mundo está fazendo”, afirmou.

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De acordo com o prefeito, a medida não significa privatizar o sistema de saúde, mas sim terceirizar a gestão de profissionais para garantir que não falte atendimento à população. “Tem vezes que você precisa de mais profissionais e não dá para ter todo mundo no concurso porque a prefeitura não aguenta. Então você tem uma empresa privada que gerencia isso”, explicou.


Bocalom argumentou que, nesse formato, a responsabilidade pela reposição de médicos, enfermeiros e outros profissionais passa a ser da empresa contratada. “Se o médico não foi hoje, o problema é da empresa. Ela tem que colocar outro. A população não pode ficar sem médico”, disse. Para ele, esse tipo de parceria evita que unidades de saúde fiquem sem atendimento quando servidores efetivos se ausentam. “Quando é funcionário da prefeitura e ele não vai, o povo chega lá e volta para casa porque o médico não está. No momento que você faz esse tipo de parceria, o serviço melhora, e melhora muito”, defendeu.


Durante a entrevista, o prefeito também relacionou a proposta à necessidade de eficiência na gestão dos recursos públicos. Ele afirmou que a prefeitura precisa equilibrar gastos, já que a folha de pagamento cresce continuamente, enquanto as receitas nem sempre acompanham esse ritmo. “A folha não diminui, só aumenta. Então você tem que trabalhar com cuidado”, pontuou.


O tema da privatização e da gestão privada também foi abordado em outros setores, como mercados públicos e estacionamentos, mas, ao falar especificamente da saúde, Bocalom reforçou que a prioridade é garantir atendimento contínuo à população. “A população não pode ficar sem. Esse é o ponto principal”, concluiu.


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