Blog do Crica

A disputa para representar o bolsonarismo no Acre em 2026

Por
Luis Carlos Moreira Jorge

O cenário para a disputa do governo na eleição do próximo ano no Acre, trará uma batalha à parte para saber que chapa representará o bolsonarismo na sua mais pura essência ideológica. E na briga pelas duas vagas para o Senado. A vice-governadora Mailza Assis (PP) é uma bolsonarista comedida; o mesmo acontece com o senador Alan Rick (Republicanos); a candidatura que se apresenta como direita radical e que mais defende o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é a do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL). Para o Senado, os nomes que se mostram como de direita são os da Mara Rocha (Republicanos), Eduardo Veloso (UB) e Márcio Bittar (PL). Bittar, deles, é o que mais se identifica com o bolsonarismo puro-sangue, defende o ex-presidente Bolsonaro em todas as suas falas, de quem é amigo próximo. Feito este preâmbulo, não é errado afirmar que a chapa mais aguerrida na defesa das bandeiras do bolsonarismo, de forma dura e aberta, é a que será formada pelo prefeito Tião Bocalom (PL) para governador e; para o Senado, com o senador Márcio Bittar (PL) (fotos). Não admitem nem ter no palanque quem não defenda com unhas e dentes o ex-presidente Jair Bolsonaro. Se isso é o caminho para uma vitória em 2026; não sei, sua majestade o eleitor é quem definirá. Uma coisa é certa: a direita entrará dividida no Acre em 2026, nas disputas do governo e para senador.

LEI DE MURICI

Numa eleição, é a Lei de Murici: cada um que cuide de si. Não tenho nem um temor de afirmar que: se os candidatos a deputado federal Pedro Longo, Minoru Kinpara e Vanda Milani não tiverem a garantia da direção nacional tucana de uma boa cota do Fundo Eleitoral, podem se abrigar em outras siglas. É a história do meu pirão, primeiro.

E MAIS NINGUÉM

A federação a ser formada pelo PP e União Brasil é que pode se vangloriar hoje de ter uma chapa completa para deputado federal forte. Os demais partidos ou têm pela metade ou estão zerados de candidaturas.

DIFICULDADE GRANDE

A maior dificuldade dos partidos para montar chapas para a Câmara Federal é encontrar mulheres que não sejam só figuração na eleição. São poucas que têm densidade eleitoral ou com chance de crescer na campanha.

NÃO PEÇAM A FONTE

Um nome ventilado para vice na chapa do prefeito Tião Bocalom (PL) ao governo, é o de um empresário cruzeirense do ramo laboratorial. Não peçam o nome da fonte.

SITUAÇÃO DEFINIDA

A situação do prefeito Tião Bocalom (PL) me parece definida, falta apenas anunciar de forma oficial que será candidato a governador em 2026.

FATO NOTADO

Político próximo à vice-governadora Mailza Assis se queixava ontem que, em solenidades oficiais, inaugurações,
assim que o governador Gladson Cameli se afasta do evento; a sua equipe de comunicação vai embora junto, como se ela não existisse. “Estão esquecendo que a Mailza estará no governo em 2026”, enfatizou o autor do comentário.

UMA PARADA INDIGESTA

Com a direita dividida será uma parada indigesta para o senador Flávio Bolsonaro (PL) derrotar o Lula (PT) na eleição presidencial do próximo ano. A pesquisa de ontem do Datafolha mostrou o Lula com 51% e Flávio com 36%. Uma diferença de 15 pontos percentuais a favor do Lula.

ENTRA COM VANTAGEM

Quem disputa a reeleição sentado na máquina presidencial, já entra com vantagem na briga pela presidência. Principalmente, se for experiente e vencedor como é o Lula.

DEVE ESTAR COMEMORANDO

O presidente Lula e seus aliados devem estar comemorando a imposição da família, do senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a presidente; o nome mais forte no campo da direita era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

COMO É QUE FICA?

Ontem, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, declarou à CNN que não apoiará Flávio Bolsonaro (PL), mas o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para presidente. O UB estará numa federação com o PP, e fica a pergunta: com quem a vice-governadora Mailza Assis(PP) estará no palanque, no Acre: Flávio Bolsonaro (PL) ou Ronaldo Caiado (UB)?

SALADA IDEOLÓGICA

A eleição para o Senado, pelo fato de ter duas vagas em disputa, é uma terra de ninguém. Vai ter muitos eleitores votando em candidatos de esquerda e de direita. Será uma salada ideológica.

NÃO EMPODEROU

O governador Gladson Cameli disse ser a vice-governadora Mailza Assis (PP) a sua candidata ao governo, mas não a empoderou. A promessa de que em novembro casaria a sua agenda com a dela não foi cumprida. É como a Mailza ter ganhado um carro sem combustível e sem a chave de ignição.

FICA A DÚVIDA

O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderley Cordeiro, se filiou ao PL, e anunciou a sua candidatura a deputado federal. Uma pergunta: com vários problemas jurídicos, o Ilderley pode ser candidato?

NOTÍCIA NADA BOA

O anúncio da candidatura a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL) não foi nada bom para os planos do candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos). Alan se filiou ao Republicanos certo que o candidato seria o governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas (Republicanos). E que tiraria proveito disso. Não deu certo.

5 MILHÕES PARA A CAMPANHA

Os deputados estaduais estão colocando o governo na parede para que suba o valor de suas emendas para 5 milhões de reais. Dinheiro que será usado em atividades que lhe renda votos na eleição do próximo ano. Atender os deputados e não atender com o PCCR os servidores da Saúde, como explicar?

UMA BOA SACUDIDA

Para colocar as coisas no eixo, a vice-governadora Mailza Assis (PP) terá que fazer algumas mudanças no secretariado. Alguns dos atuais secretários estaduais não têm nem cacote político. A Mailza precisará na campanha de auxiliares que façam política. Ou o boi não vai dançar.

QUADRO ATUAL

Com o quadro atual das pesquisas, o senador Alan Rick (Republicanos) estaria num eventual segundo turno. A dúvida fica por conta sobre quem lhe enfrentaria, se a Mailza Assis (PP) ou ou o Tião Bocalom (PL).

NADA MENOS

Perguntei ontem a um político experiente em campanhas, por baixo, quanto um candidato a deputado estadual sem mandato terá que gastar para ter chance de se eleger, foi taxativo: “Nada menos entre 3 a 4 milhões, dependendo do nome”. Dedução: tapinha nas costas não elege mais ninguém no Acre.

VAI TRATAR DELE

Nada acontecendo no STJ e podendo ser candidato a senador, ninguém espere por dobradinha com ele para o Senado, o Gladson é ele, ele e mais ninguém. Sempre foi assim.

ASSUMIR PARA DECIDIR

O senador Sérgio Petecão (PSD) vai esperar a vice-governadora Mailza Assis (PP) assumir o governo em abril de 2026, para saber se valerá ou não a pena fazer uma aliança com ela.

COM DEUS NO CORAÇÃO

Um bom domingo, com Deus no coração e muita paz.

FRASE MARCANTE

“O homem é tão egoísta que é preciso falar em recompensa em outra vida, para que pratique o bem nesta”. Walter Waeny.

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Luis Carlos Moreira Jorge