Menu

Socorro Neri apresenta projetos que obrigam o pagamento do piso do magistério

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

A deputada federal Socorro Neri apresentou à Câmara dos Deputados dois projetos que reforçam a obrigatoriedade do cumprimento do piso salarial profissional nacional do magistério e ampliam os mecanismos de responsabilização para gestores públicos que desrespeitam a legislação.

As propostas buscam enfrentar uma prática recorrente em diversos estados e municípios: o não pagamento do piso aos profissionais da educação básica, mesmo sendo uma garantia constitucional.

Anúncio

Trata-se do Projeto de Lei 5928/2025 e do Projeto de Lei Complementar 244/2025, ambos com foco na proteção do magistério e na correção de irregularidades que prejudicam a valorização docente e comprometem a qualidade da educação pública.

PL 5928/2025 cria mecanismos de responsabilização administrativa e financeira

O Projeto de Lei 5928/2025 define, de forma objetiva, o que configura descumprimento do piso, desde o pagamento abaixo do valor definido pelo MEC até a omissão de medidas legais ou orçamentárias que garantam sua implementação.

A proposta estabelece que entes notificados terão 180 dias para regularizar a situação. Caso não o façam, passam a sofrer sanções, como: proibição de criar novas despesas com pessoal na educação; impedimento de aumentar salários, criar cargos ou contratar servidores (exceto para cumprir o piso); bloqueio de novos convênios com a União na área da educação; e impossibilidade de renovar convênios já existentes.

O PL também torna obrigatório comprovar o cumprimento do piso para firmar novos convênios financiados pelo Fundeb e tipifica como ato de improbidade administrativa a omissão injustificada no pagamento do piso.

PLP 244/2025 estabelece responsabilização eleitoral para gestores

O Projeto de Lei Complementar 244/2025 cria uma nova hipótese de inelegibilidade. Segundo o texto, prefeitos e governadores que tiverem suas contas de gestão rejeitadas por descumprimento do piso do magistério se tornam inelegíveis por oito anos.

A proposta considera a violação como irregularidade grave e insanável, salvo se houver decisão judicial suspendendo a rejeição das contas. O objetivo é impedir que gestores que desrespeitam um direito fundamental da categoria continuem disputando cargos eletivos sem responder pelas consequências de sua omissão.

Ao apresentar os projetos, Socorro Neri reforçou que o piso do magistério é um dos pilares da valorização docente e não pode depender da vontade política de cada gestor.

“Cumprir o piso não é escolha. É um dever legal e moral. O que estamos propondo é garantir que professores e professoras tenham seu direito respeitado e que a lei seja aplicada em todo o país.”

Para a parlamentar, o descumprimento da legislação compromete o futuro de toda a educação básica:
“Sem valorização, não há permanência, não há atratividade e não há qualidade. O país precisa assumir com seriedade o compromisso com quem educa.”

Projetos seguem para análise nas comissões

Os textos já foram protocolados na Câmara dos Deputados e seguirão para debate nas comissões temáticas responsáveis pela área educacional, administrativa e eleitoral. A deputada espera que a tramitação avance com amplo diálogo com entidades do magistério, especialistas e órgãos de controle.

“Esses projetos reafirmam uma convicção que carrego há décadas: a valorização dos profissionais da educação é condição indispensável para o desenvolvimento do Brasil.”, concluiu Neri.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.