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Lesões na coluna lideram queixas em academias, diz especialista ao Médico 24 Horas

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O programa Médico 24 Horas, apresentado pelo Dr. Fabrício Lemos e exibido nesta segunda-feira (1) no ac24horas e nas redes sociais do jornal, contou com a participação do médico ortopedista do esporte Marcomde Oliveira. Durante a entrevista, Oliveira explicou as diferenças entre ortopedia e medicina esportiva, destacando a importância da prevenção no esporte.

“Quando falamos de medicina esportiva e ortopedia, são duas especialidades diferentes. Tenho formação em traumatologia esportiva, que é a parte mais cirúrgica, lidando com lesões do ombro e outras, onde realizamos procedimentos corretivos. Mas também existe a parte clínica, que é justamente a medicina do esporte. O médico do esporte atua muito mais na prevenção e na melhora da performance, associando tudo isso à prescrição e indicação de exercícios”, explicou o profissional.

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O profissional detalhou que o tipo de tratamento varia de pessoa para pessoa. “Na medicina esportiva, temos a questão da individualidade de cada paciente. Cada pessoa responde de forma diferente a estímulos específicos. Por isso, avaliamos essa individualidade para indicar o melhor exercício e identificar o que pode estar prejudicando o paciente, até mesmo na prática esportiva. Isso é especialmente importante na avaliação inicial, porque muitas vezes a pessoa começa um esporte ou exercício sem ter condições clínicas e metabólicas adequadas para desenvolvê-lo. O médico do esporte está justamente para fazer essas avaliações e garantir a participação segura no esporte”, explicou.

Questionado sobre a prática de exercícios, Oliveira afirmou que realiza avaliações para identificar potenciais riscos e, a partir disso, monta treinos e orientações para o personal trainer.

“Fazemos uma avaliação inicial para identificar os riscos que o paciente apresenta. Hoje, é comum que, na academia, a pessoa já comece todos os exercícios sem nenhuma análise prévia da viabilidade deles, tanto em relação à carga quanto à mobilidade articular. Não substituímos o personal trainer; nosso papel é fazer as indicações, e o personal é quem acompanha o paciente lado a lado, aplicando nossas orientações, na prática do exercício. É um trabalho conjunto, semelhante ao que acontece entre nutrólogo e nutricionista, onde um prescreve a dieta e o outro acompanha a execução”.

O ortopedista e especialista em medicina esportiva, Marconde Oliveira, abordou a importância da terapia nutricional e da suplementação para crianças e adolescentes que praticam esportes de alto rendimento. Segundo ele, crianças a partir dos 4 anos já podem competir em alto nível.

“No Brasil ainda existe uma barreira, porque normalmente as crianças começam muito tarde a praticar atividades físicas. Nos Estados Unidos, instituições como o American College ou o Masters in Sports orientam que crianças a partir de 3 ou 4 anos já podem competir, inclusive em alta performance. Aqui, temos muito a evoluir nesse aspecto. Não existe uma idade limite; tudo depende da avaliação individual. É claro que é necessário verificar se há alguma patologia ou comorbidade, mas com suporte nutricional e suplementar adequado, muitas vezes é possível iniciar desde cedo”, explicou o médico.

Marconde também comentou sobre a faixa etária dos pacientes que atualmente procuram acompanhamento para projetos de esportes de alta performance. “Hoje, principalmente entre 16 e 26 anos, as pessoas buscam acompanhamento voltado para musculação e desenvolvimento físico intenso”, afirmou.

Marcondes explicou que, nas academias, as principais lesões registradas estão relacionadas à coluna. “Por incrível que pareça, a queixa principal são as lesões na coluna”, afirmou.

O médico também orientou como reduzir dores após os treinos. Ele destacou que uma das estratégias mais eficazes é o descanso. “Temos dois tipos de dores, incluindo a dor muscular tardia, que começa entre 24 e 48 horas após o exercício. Essa dor é saudável, porque indica que o músculo está em processo de reparação. Algumas estratégias podem ajudar a reduzir esse desconforto, como ajustar a carga com uma cadência maior. No geral, essa dor dura até 48 horas. Se persistir por mais tempo, pode indicar algum grau de lesão, e é necessário investigar”, explicou.

Segundo Marcondes, muitos praticantes negligenciam o descanso adequado. “Você treina, sai da academia e não oferece ao corpo o repouso necessário. Pelo menos oito horas de sono por noite, de forma consecutiva, fazem diferença”, reforçou.

Ao falar sobre o futuro da medicina esportiva, o médico destacou o crescimento da área. “Hoje acompanhamos uma grande valorização da mudança de estilo de vida, com foco na alimentação e no desempenho físico. A indústria farmacêutica também tem investido cada vez mais em suplementação e insumos voltados à alta performance. E isso não é algo restrito aos atletas profissionais; até pessoas idosas conseguem atingir níveis de performance dentro de suas limitações”, ressalta.

Dentro da medicina esportiva, o especialista reiterou que, com a assessoria correta, os avanços são significativos. “Quando a gente observa onde os atletas estavam e onde eles chegaram com o acompanhamento adequado, é incrível o quanto evoluem com o suporte correto”, afirmou.

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