O líder criminoso Francisco Gleison de Souza Nunes, o “Neném”, apontado como chefe do crime organizado na Cidade do Povo e já recolhido no Complexo Penitenciário de Rio Branco por diversos crimes, teve uma nova prisão preventiva decretada.
A decisão é do juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, após pedido formulado por um delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações apontam que, mesmo detido, “Nenen” seguia coagindo testemunhas a não colaborar com os inquéritos ou a prestar depoimentos que o favorecessem.
A intimidação de testemunhas por parte de facções criminosas é um método recorrente no país e um dos principais entraves para a responsabilização penal.
Segundo a DHPP, “Neném” tem histórico de utilizar comparsas para pressionar testemunhas. Mesmo antes da prisão atual, ele enviava integrantes da facção às casas dessas pessoas para impedir que citassem seu nome durante depoimentos.
Com forte influência na Cidade do Povo, suas ordens eram prontamente cumpridas, o que dificultava o avanço das investigações.
Nos últimos meses, investigadores vinham enfrentando obstáculos para localizar e ouvir testemunhas de crimes atribuídos ao faccionado, entre eles o linchamento de Iara Paulino, ocorrido em março do ano passado na Cidade do Povo, caso no qual ele é apontado como mandante.
Reunindo novos elementos, incluindo relatos de ameaças feitas por membros da facção que ainda seguem suas determinações, o delegado responsável representou pela decretação de nova prisão preventiva. O pedido foi acatado pelo juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

















