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Fora de aqui

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Ela entra dançando a dança do ventre. Tem o ventre grande e não está grávida. Ela é gorda. Uma gordinha bem sensual. A menina dança bem demais, ao som de Aamir Kangda. É bom o show. A dança é magnífica. Aí, Sona Jobarteh, que tem a voz tão grande como as cantoras dos oceanos, canta sua terra, Gambia, e entorpece todos nós. Eu, pequeno prestador de atenção, vejo as cores daquilo que é a Terra, na música, na arte dessa gente que é o mundo.


E, para que eu saiba e tenha certeza que o mundo não é só aqui, Salif Keitah, o negro mais branquelo que eu já vi canta para o dono de um lugar no continente africano. Nesse ínterim, Djembê acontece a milhares de anos na cultura do povo Malimke, que vive bem pertinho daqui. Desgraçadamente,enquanto escrevo estas palavras o cantor que ainda não sei o nome, ensaia, com sua banda, uma versão em pagode brasileiro de um hino evangélico. Arte há.


Falei “desgraçadamente” porque estou escrevendo e as letras me vêm, mas ainda gosto de pagode, inda mais que o sambinha tá bom! Aí, isso tá, e tá bom demais! A música vara os continentes. Meu vizinho canta muito e muito bem, mesmo atrapalhando “Os melhores da Jovem Guarda”, que eu teimo em querer escutar. Tenho que dar os ouvidos a torcer e admirar a qualidade do som alto dele. Mas, como é bom de ouvir, vou me resignar, até porque ele vei me convidar para o tarrabufado de seu aniversário. Tchau!


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