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“Brigam para ver quem é mais extremista”, diz JV sobre divisão da direita

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
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O presidente da ApexBrasil e pré-candidato ao Senado pelo PT nas eleições de 2026, Jorge Viana, afirmou nesta sexta-feira, 28, que considera “vergonhosa” a disputa entre candidatos da direita pelo poder nas eleições do próximo ano.


Viana destacou que os adversários de direita “brigam para ver quem é mais extremista”. “Eu fico às vezes preocupado. Essas pessoas não têm vergonha de estar fazendo o que estão fazendo. Ficam brigando para ver quem é mais extremista do que o outro. Mais extremista em desprezar pessoas, em ser contra a diversidade… São pessoas que têm uma pauta muito ruim, que divide as famílias. Falam em família, mas a pauta dessas pessoas da extrema-direita divide as famílias. Eu fui governador por oito anos. Ninguém ia embora do Acre. As pessoas vinham para cá, todo mundo gostava, se fotografava. Vivíamos um ambiente de prosperidade. O PIB do Acre cresceu cinco vezes durante o meu governo. Cinco vezes. Hoje ninguém quer fazer investimento no Acre”, disse, ao comentar a disputa entre direita e esquerda. “Aí essas pessoas ficam disputando quem é mais extremista que o outro com essa história de direita e de esquerda, que é uma falácia”, declarou.

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Segundo Viana, o foco deveria estar em quem apresenta propostas para melhorar a vida da população. “A gente tem que ver o seguinte: quem é que está preocupado em ter uma agenda que atenda à população, à população mais pobre, que gere emprego pleno? Se a pessoa defende isso, ela não é de extrema-direita nem de direita, porque a extrema-direita não defende isso. Fica inventando uma história de que a prosperidade vem de qualquer jeito… Não. Para ter prosperidade tem que ter um plano, metas bem definidas, muito trabalho, tem que fazer as coisas honestamente, em vez de ficar só pensando na próxima eleição.”


Ele também ressaltou que nunca foi “carreirista”. “Eu fui prefeito, saí. Fui governador, saí. Fiquei fora. Eu não sou carreirista de mandato. E agora, com o acúmulo que eu tenho — e o trabalho que eu estou fazendo na Apex, que está ajudando o Brasil no mundo inteiro — eu posso ajudar o meu Estado. Então, quando tiver eleição aqui, eu vou fazer isso não como obrigação, mas com amor, com carinho, abraçando as pessoas, andando em cada lugar, chamando as pessoas para a gente ter fé no Acre de novo.”


Questionado sobre quando deixará a Apex para iniciar sua caminhada eleitoral, Jorge confirmou que já gostaria de estar no Acre. “Por mim, eu já estava aqui caminhando. Mas, presidente, eu estou também cumprindo um papel. Teve esse tarifácio do governo dos Estados Unidos, que a gente já superou, graças a Deus. A Apex… agora eu vou entregar a sede da Apex. Veja: a Apex tem 23 anos, não tinha uma sede própria. Eu vou entregar, vou convidar a imprensa acreana para estar lá, para testemunhar que, mesmo nessa confusão — fazendo 19 encontros no mundo com o presidente Lula, quase 7 mil empresários, ajudando o Brasil a voltar a ser protagonista no mundo — deu tempo de eu construir a sede da empresa, e é um dos prédios mais interessantes do Brasil.”


Ele destacou que o projeto arquitetônico da Apex:Brasil segue um conceito inspirado no cuidado, com referências ao paisagismo de Burle Marx. “É como se fosse uma vitrine do que o Brasil tem. E, sinceramente, eu quero a imprensa acreana lá para celebrar. Porque, onde eu vou, eu levo o Acre. Se eu faço bem-feito um trabalho lá na Apex, eu sei que meus irmãos acreanos e vocês vão ficar orgulhosos, porque a gente é assim, a gente se gosta.”


Jorge afirmou ainda que o clima político atual prejudica o desenvolvimento do estado. “Agora, não dá para viver nesse clima de extremismo, sabe? E não tem outra palavra: esse pessoal querendo disputar prefeito, ou mais não sei quem, quem é mais de extrema-direita… Isso é atraso. Essas pessoas não são mais ‘para a direita’. São o atraso que está atrasando o nosso Acre. Eu não concordo em ver o meu Acre se atrasando, as coisas abandonadas. Eu quero as coisas bonitas, eu quero as coisas funcionando e todo mundo se abraçando e tendo orgulho de ser acreano”, comentou.


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