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Nova faixa de isenção do IRPF é sancionada e Alan Rick destaca avanço, mas cobra correção anual da tabela

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Parlamentar reconhece avanço, mas afirma que sem atualização anual e automática da tabela e das deduções, a defasagem continuará penalizando a renda do trabalhador

A sanção do PL 1087/2025, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), foi recebida pelo senador Alan Rick (Republicanos-AC) como um avanço relevante para milhões de brasileiros. No entanto, o parlamentar reforçou que a medida, embora positiva, não resolve por completo a distorção histórica acumulada na tabela do imposto.

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Alan Rick lembrou que a defesa pela correção da tabela do IRPF acompanha sua atuação desde o primeiro mandato no Congresso. Em 2017, o senador apresentou a PEC 307, que prevê a atualização anual e automática da tabela e das deduções legais com base na inflação oficial. Segundo ele, essa é a única forma de impedir que a defasagem volte a crescer e comprometa a renda de famílias que já enfrentam dificuldades devido ao custo de vida elevado.

Nas redes sociais, o senador resgatou um vídeo de 2017, em que alertava para os riscos do congelamento prolongado da tabela. À época, ele já apontava que a falta de correção automática funcionava como um aumento indireto de carga tributária, empurrando trabalhadores para faixas de tributação incompatíveis com sua realidade econômica.

Para Alan Rick, a atualização aprovada agora corrige parte do problema, mas não elimina o mecanismo que, ano após ano, gera novas distorções. “Sem uma regra clara e permanente, a tabela pode voltar a ser corroída pela inflação. O contribuinte não pode ficar dependente de decisões esporádicas do Executivo”, avaliou.

O parlamentar destacou ainda que não apenas a faixa de isenção precisa ser protegida da defasagem, mas também as deduções legais, como gastos com educação e dependentes, que acumulam perdas significativas ao longo do tempo. “A PEC 307 oferece uma solução estrutural. Não é apenas uma correção pontual, mas uma mudança que protege a renda do trabalhador de forma contínua”, afirmou.

Mesmo em posição de oposição responsável ao governo federal, Alan Rick reconheceu o impacto positivo da medida e afirmou que continuará atuando para que o país avance em direção a um sistema tributário mais justo e previsível. “Justiça tributária não é discurso; é compromisso com o trabalhador e com o futuro do Brasil”, concluiu.

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