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Presidente da OAB-AC e flamenguista, Rodrigo Aiache vota pela absolvição de Bruno Henrique no STJD

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O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi julgado nesta quinta-feira (13) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e recebeu apenas uma multa de R$ 100 mil – valor máximo previsto no código – ficando livre para atuar. O jogador havia sido denunciado por supostamente forçar um cartão amarelo para beneficiar apostadores, em jogo contra o Santos, em 2023.

O resultado foi de seis votos a três pela aplicação apenas da multa, sem suspensão. Entre os que votaram a favor da punição mais branda estava o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC), Rodrigo Aiache, que também é auditor do tribunal.

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Flamenguista declarado — nas redes sociais, há fotos suas vestindo a camisa do clube carioca na final da Libertadores em 2019, em Lima (PE) —, Aiache acompanhou o voto do relator Sergio Furtado Filho e afirmou que condenar o atacante com base nos artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) seria “ferir o espírito” dessas normas. Ao ac24horas, Rodrigo disse que o código de ética do STJD permite que os auditores torçam por seus clubes de coração.

“Estou tranquilo quanto ao acerto dessa decisão, que não se curva a qualquer pressão externa, das redes e da indignação das pessoas. A conduta é extremamente grave e antiética, mas penso que temos que tirar desse julgamento um tipo de reflexão moral. Essa situação a qual Bruno Henrique se envolveu deveria passar a quilômetros de distância dele. Não é assunto para jogador de futebol ficar tratando”, disse Aiache durante seu voto.

A fala de Aiache destacou a necessidade de se diferenciar a infração disciplinar (deixar de cumprir regulamento específico da competição, prevista no artigo 191 do CBJD) de crimes esportivos mais graves, como manipulação de resultado, tipificada nos artigos 243 e 243-A.

A posição do presidente da OAB acreana foi acompanhada por outros auditores, formando maioria pela multa de R$ 100 mil, sem suspensão. A decisão desta quinta-feira é definitiva e não cabe recurso. Bruno Henrique, portanto, está liberado para atuar pelo Flamengo normalmente, embora ainda responda a processo na Justiça comum, onde é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Distrito Federal por fraude esportiva.

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