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ABDI e IPAM lançam na COP30 estudo inédito sobre bioindústria da Amazônia Legal

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A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) lançaram nesta quarta-feira (12), durante a “COP da Floresta”, o Diagnóstico da Bioindústria da Amazônia Legal, estudo inédito que revela o imenso potencial da região em transformar biodiversidade em prosperidade, conhecimento em produto e território em oportunidade.

O lançamento ocorreu durante o painel “Bioindústria na Amazônia Legal: Diagnóstico, Inteligência de Dados e Modelos de Negócio Sustentáveis”, no pavilhão da ABDI na Green Zone, e contou com a participação da diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida, e da diretora de Políticas Públicas do IPAM, Gabriela Savian, além de pesquisadores, jornalistas e startups com produtos originados da bioeconomia.

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Perpétua Almeida destacou que o diagnóstico abre portas para novos investimentos e geração de empregos, conectando o potencial produtivo da Amazônia Legal a fundos nacionais e internacionais. “Tem recursos no BASA [Banco da Amazônia], no Banco do Brasil, no BNDES e em fundos internacionais querendo financiar a bioindústria da Amazônia, mas falta informação sobre onde estão os projetos. Este estudo mostra justamente isso: onde estão as oportunidades e como transformá-las em prosperidade.”

Durante o evento, ABDI e IPAM firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para execução de planos conjuntos voltados ao fortalecimento de arranjos produtivos locais, apoio a bioindústrias emergentes e desenvolvimento de inteligência multissetorial para a bioeconomia.

Gabriela Savian ressaltou a importância do acordo. “A expertise do IPAM foi essencial para construir essa parceria com a ABDI”, disse a diretora. “O conhecimento acumulado pela instituição sobre a Amazônia serviu de subsídio técnico e estratégico para orientar o estudo, valorizando os saberes locais, as tradições e a relação ancestral das populações com a floresta. Nosso foco é a biodiversidade como caminho para o desenvolvimento sustentável.”

A iniciativa integra a estratégia da ABDI de fortalecimento da nova economia verde e da bioeconomia nacional, posicionando o Brasil como referência global em inovação produtiva associada à sustentabilidade.

Potencial e desafios da bioindústria amazônica

Realizado entre 2023 e 2025, o levantamento identificou 11.688 bioindústrias formais, que compõem a base da nova bioeconomia amazônica. Destas, 11% adotam práticas sustentáveis certificadas, integram programas de fomento verde ou possuem origem reconhecida por Indicação Geográfica.

O estudo destacou o potencial do setor, que gera cerca de 220 mil empregos diretos, beneficiando aproximadamente 879 mil pessoas na região. Esses empregos estão distribuídos em cadeias produtivas que integram comunidades tradicionais, empreendedores e startups de base biotecnológica, em um movimento que consolida a Amazônia como núcleo de industrialização sustentável.

Além disso, o levantamento mapeou novos modelos de negócios, identificando cerca de 400 empreendimentos inovadores com um capital social agregado de R$ 184 milhões e faturamento estimado em R$ 781 milhões anuais.

Por outro lado, o estudo também revelou gargalos estruturais que limitam o avanço do setor, como desafios logísticos, baixa escala produtiva, dificuldades de acesso ao crédito e barreiras regulatórias.

A gerente de Cooperação e Inteligência Competitiva da ABDI, Cynthia Matos, destacou a relevância do material técnico. “A primeira COP na floresta, na Amazônia, no maior bioma do planeta. É simbólico que este diagnóstico seja lançado aqui, mostrando que a floresta em pé pode e deve ser fonte de desenvolvimento, renda e dignidade para quem vive nela.”

O estudo será disponibilizado a bancos públicos e privados, ministérios, organizações da sociedade civil e investidores, com o objetivo de orientar políticas públicas e estratégias de financiamento.

Para conhecer outros dados do levantamento, clique aqui.

ABDI na COP30

A ABDI participa da COP30 com uma programação voltada a evidenciar o papel da indústria na agenda climática. No pavilhão de 70 m² montado na Green Zone, a Agência promove 42 painéis temáticos sobre economia circular, bioeconomia, eficiência energética e instrumentos de financiamento para a transição produtiva, entre os dias 10 e 21 de novembro. O espaço conta com infraestrutura para recepção de delegações e atividades técnicas, incluindo conexão de alta velocidade via satélite de média órbita disponibilizada pela Telebras.

Além da atuação no pavilhão próprio, a ABDI integra debates no Pavilhão Brasil e na Zona Azul (Blue Zone), área onde ocorrem as negociações oficiais e a Cúpula de Líderes Mundiais, reforçando a colaboração institucional com ministérios, entidades empresariais, universidades e organizações dedicadas ao desenvolvimento sustentável.

Sobre a ABDI

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e tem como missão promover a transformação digital, a inovação e o desenvolvimento produtivo sustentável no Brasil. A ABDI atua conectando governo, empresas e academia para a construção de uma nova economia verde e inclusiva, baseada em conhecimento, tecnologia e sustentabilidade.

Assessoria

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