Dois documentários produzidos por povos indígenas do Acre integram a programação do Festival de Cinema Ecos da Terra, que será realizado entre os dias 13 e 19 de novembro, em Belém (PA), em paralelo à COP30. O evento ocorre em conjunto com a 10ª Mostra de Cinema da Amazônia e transforma o Museu da Imagem e do Som de Belém em um espaço de escuta, diálogo e celebração dos saberes indígenas.
Realizado pelo Museu Nacional dos Povos Indígenas (MNPI), em parceria com a Mekaron Filmes, o Instituto Cultural Amazônia Brasil e o Museu da Pessoa, o festival convida o Brasil e o mundo a enxergar o cinema como território, um espaço para “aldear o futuro”, em que a arte e a palavra promovem justiça climática e esperança.

Entre os filmes produzidos pelo MNPI que serão exibidos estão “Katxa nawa: cantar para o crescer das plantas”, documentário realizado pelo povo Huni Kuĩ, que aborda o ritual tradicional Katxa nawa —uma celebração que invoca vitalidade e fertilidade para os plantios, para a caça e para o próprio povo, habitantes do Acre, na Amazônia.
Outro destaque é “Nosso alimento, nosso jeito de ser Madiha”, que retrata a alimentação e os modos de vida do povo Madiha Kulina, também do Acre.

Com mais de 30 sessões audiovisuais, o Ecos da Terra apresenta narrativas que ressaltam a força, a diversidade e a sabedoria dos povos indígenas, protagonistas de uma forma de pensar que equilibra saberes ancestrais e inovações contemporâneas.
Inspirado pelo espírito da COP30, o festival propõe uma reflexão sobre o papel fundamental dos povos indígenas na defesa da vida e dos territórios, mostrando que onde há floresta em pé, há futuro possível.


















