A blitz dos vereadores do MDB vem tirando o sono do prefeito Tião Bocalom e de parte de seus aliados. O motivo? Os parlamentares estão cutucando feridas abertas da gestão. A mais recente envolve os móveis do programa Recomeço, que permanecem guardados em um galpão desde 2023, sem que todos tenham sido entregues. A pergunta que fica é: o que a Prefeitura vai fazer com esses móveis?
Perigo à vista
Moradores do km 18 da estrada de Porto Acre estão revoltados com a retirada do asfalto em um dos lados da via, que já registra vários acidentes e uma morte em poucos dias. A comunidade cobra providências urgentes das autoridades, antes que mais tragédias aconteçam.
Solidariedade
Ainda não se viu nenhuma mobilização ou ato governamental em solidariedade às vítimas do tornado (F3) que devastou cidades no Sul do País, região onde vivem centenas de acreanos.
Quem não se comunica…
Nessa história do café o que o Acre tem de melhor que Rondônia? A lábia. Não é suficiente, mas tá valendo aquela máxima do Chacrinha: quem não se comunica, se trumbica.

Sem surpresas
Para surpresa de zero pessoas, o Acre levou para suas apresentações e falas oficiais na COP30 os Programas Jurisdicionais de REDD+. É a única ação positiva a ser apresentada. Não se pode colocar o Orçamento Climático no mesmo paneiro porque é controverso.
Marketing
Quem lida com política ambiental está longe do consenso sobre o Orçamento Climático. É mais um instrumento de marketing do que um avanço efetivo na promoção de ações que trabalhem pela agenda ambiental.
Iphan
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tem a obrigação moral de dar consequência prática no debate sobre a relação dos geoglifos com o setor produtivo. Na entrevista com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia Evandro Ferreira, ficou clara a importância do Estado Brasileiro na solução do conflito.

Lidar
O instrumento Lidar (lê-se “Láidar”) é muito caro. Impossível para qualquer produtor daqui bancar. O sistema óptico a base de laser é capaz de identificar geoglifos com a floresta em pé. E perceba o leitor: atualmente o Sudeste da Amazônia tem 11 mil geoglifos. Com o sobrevoo feito pelo Iphan, esse número saltou para 24 mil.
Conflito
Ou o Governo Federal, por meio do Iphan, custeia isso, ou será a crônica de um conflito óbvio. É preciso conversar sobre o assunto.
Agricultura
A COP30 trouxe uma novidade: abriu espaço para a Agricultura. Nunca antes, o setor teve um espaço específico. Nesta edição, tem. O Brasil é responsável por 3% dos gases de efeito estufa emitidos em todo mundo. Destes, 30% são oriundos da agropecuária. Quem contabiliza isso é o insuspeito órgão Embrapa.
Endividamento black friday
Segundo a Fecomércio, o Acre manteve 82% das famílias endividadas em outubro, acima da média nacional de 79,5%, mas apresentou leve recuo nas contas atrasadas. A estabilidade do índice esconde risco de piora imediata com a Black Friday, quando o crédito fácil costuma se sobrepor ao planejamento financeiro.
Tão ficando atoladinhas…
A inadimplência afeta mais fortemente núcleos com renda até 10 salários-mínimos, sinalizando que o custo de vida pressiona o consumo em camadas médias e baixas fazendo com que as famílias menos favorecidas sigam atoladinhas em dívidas. O dado agrava a tendência histórica: dívida virou mecanismo de sobrevivência, não apenas de aquisição de bens.
Clima
O estudo apresentado para a COP30 indica que o Brasil pode reverter o desmatamento e ampliar sua cobertura florestal até 2035, algo inédito. A meta depende de políticas contínuas, financiamento internacional e controle efetivo sobre cadeia agropecuária — o que hoje ainda não está garantido. Alguém acha que o Acre está no caminho certo?
Potência
O Brasil é responsável por cerca de 40% das florestas tropicais do planeta, o que o coloca no centro da disputa climática global. O protagonismo florestal, porém, não é automático: exige coordenação federativa, governança territorial e alinhamento entre setor privado e políticas públicas.
Carne
O Radar Verde, uma plataforma do Imazon e outras ongs, aponta que nenhum frigorífico com atuação na Amazônia, incluindo o Acre, controla a origem indireta do gado — elo onde nasce o risco de desmatamento. A rastreabilidade avança em discurso e transparência, mas falha na prática, mantendo o setor exposto a barreiras comerciais.
Mercado
O aumento de auditorias públicas entre frigoríficos indica resposta à pressão de bancos e compradores internacionais. Porém, transparência sem rastreabilidade é vitrine vazia: serve para mostrar boa intenção, não para garantir cadeia limpa.

