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Duarte diz que governo jogou prefeito de Feijó nos braços de Alan Rick

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O deputado federal Roberto Duarte (Republicanos) em entrevista ao jornalista Astério Moreira, do Gazeta Entrevista, comentou nesta segunda-feira, 10, a exoneração de Willian Barbosa Bezerra, marido do prefeito de Feijó, Railson Correia (Republicanos), do cargo em comissão que ocupava no Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Duarte é presidente do Republicanos, sigla que filiou o senador Alan Rick no último sábado, 08, com o lançamento da pré-candidatura ao Governo do Acre.

O parlamentar classificou a medida como “ato de perseguição política” e questionou a justificativa apresentada pelo governo estadual. “Ele foi por gratidão no evento do partido e na segunda-feira de manhã, 8 horas da manhã, ao abrir o Diário Oficial, a novidade: seu companheiro foi exonerado. E, segundo informações da imprensa que eu tive até agora, o governo disse que não é nenhum ato de perseguição, não. Olha, nem no circo a gente consegue”, afirmou Duarte.

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O deputado ironizou a explicação oficial e sugeriu que a decisão acabou empurrando o prefeito para o campo político da oposição.”Não, ele estava ali, né? Ele vai acompanhar. Mas agora deve ter decidido. É, com toda certeza, eu acho que o governo mesmo jogou o Railson nos braços do nosso senador Alan Rick”, disse.

Apesar das críticas, Duarte isentou o governador Gladson Cameli de responsabilidade direta, mas acusou seu governo de agir de forma autoritária. “Mas é assim, eu acho, até já, eu acho com toda franqueza do mundo, que o Gladson não é um perseguidor. Eu acho, opinião minha. Mas agora o seu governo é perseguidor e ditador. Olha que coisa interessante isso. O governador não é, mas o seu governo é perseguidor e ditador. E aquela que quer dar continuidade a esse governo, será perseguidora [Mailza Assis]? Será ditadora? É interrogação. Porque esse ato de hoje é um ato de perseguição política. Não há outra justificativa. Não há algo que diga ao contrário. Eu repito: um ato desse, de dizer que é um ato de ajuste, nem no circo a gente vai conseguir rir tanto”, afirmou.

Duarte também aproveitou a entrevista para prestar solidariedade ao prefeito de Feijó, a quem chamou de “amigo e irmão”, destacando seu histórico de dedicação ao município. “Eu quero aproveitar a oportunidade aqui com você que está nos assistindo para prestar minha total solidariedade ao meu amigo, meu irmão Railson, um cara que eu tenho um carinho, respeito e admiração, que tem um amor por Feijó incondicional. Passou no concurso de delegado de polícia, com seus méritos, com seu estudo, e pediu para morar em Feijó e ser delegado em Feijó. Chegando em Feijó, viu as condições de abandono do seu município e disse: ‘Eu quero ser prefeito de Feijó para trabalhar pelos munícipes de Feijó’. E lá foi, fez sua proposta de campanha, ganhou as eleições e hoje está fazendo um brilhante trabalho no município de Feijó”, declarou o deputado.

O parlamentar concluiu reforçando sua crítica à postura do governo e comparando o episódio a práticas de gestões passadas. “Eu tenho certeza que o prefeito Railson não merecia essa perseguição política. A minha solidariedade a você e a toda a sua família. Eu acho que isso é um grande absurdo, não deveria acontecer em nenhum governo. E nós estamos falando de um cargo comissionado. Existem casos e casos. Este, sim, é um caso de perseguição. Olha, é um caso de perseguição e está dando inveja aos governos do PT que saíram do poder por serem perseguidores e ditadores. E esse governo está mostrando que é perseguidor e ditador. Diferente do seu governador”, finalizou Duarte.

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