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Em protesto, moradores da comunidade Marielle Franco cobram diálogo com o governo

Foto: David Medeiros
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Moradores da comunidade Marielle Franco interditaram na manhã desta quarta-feira, 05, a Avenida Brasil, em frente à Casa Civil, em Rio Branco, em protesto contra o que consideram irregularidades e falta de transparência no processo de regularização das moradias da área.

Os manifestantes exibiam cartazes com frases como “Fora MST”, “Não aceitamos mais ser oprimidos”. Segundo os moradores, o movimento é uma tentativa de chamar a atenção do governo estadual e da Caixa Econômica Federal para o impasse que se arrasta há quatro anos.

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Em entrevista ao repórter do ac24horas, David Medeiros, o líder comunitário Júnior Angelim falou sobre as reivindicações. “A nossa luta lá dos moradores é porque já vai fazer quatro anos que a gente vem iludido por esse projeto do MST [Movimento Sem Terra] dentro da comunidade. A gente vem sendo iludido, a gente quer que alguém do governo se reúna com a gente e que esteja presente a Caixa Econômica, o Ministério Público, para que possam intervir nessas famílias. Não é justo as famílias que lá invadiram, fizeram a luta, estão morando lá dentro, perderem suas casas, porque o projeto deles lá é o seguinte: quem não participa das atividades do MST, do movimento deles, está fora, não vai receber suas casas. Estão colocando novas pessoas que só vão lá assinar nas assembleias gerais o que eles fazem para ganhar as moradias”, pontuou.

Foto: David Medeiros

Angelim afirmou que os moradores estão sendo pressionados a deixar o local sem garantias de que receberão as casas prometidas.“Eles querem que a gente saia, que os moradores saiam de lá sem garantia que vão receber suas casas. A gente quer que alguém do governo veja isso. Recentemente, o secretário de governo disse aqui no site de vocês que era apenas um grupinho querendo fazer política lá dentro. E a gente quer dizer para ele que não é um grupinho não, é a comunidade toda, que está reivindicando seus direitos. Se o governo pegou e doou a terra para uma entidade de São Paulo ligada ao movimento, por que não doou para os moradores? Por que não fez a doação dos terrenos para os moradores construírem suas próprias casas?”, completou.

Foto: David Medeiros

Segundo Angelim, cerca de 90 famílias vivem atualmente na comunidade. Ele afirmou que os moradores não têm acesso à lista oficial de beneficiários do projeto habitacional. “As 90 famílias que moram lá dentro, se hoje saírem, não voltam 10. A gente não tem nem certeza dos que vão voltar, porque hoje a gente não sabe a relação de quem está inscrito. Na assembleia-geral a gente pede, mas eles não mostram quantos nomes foram para a Caixa. A gente não tem a relação das famílias. Dizem que são 300, mas dessas 300 a Caixa vai dizer quem ganhou e quem não ganhou. Até hoje a gente não tem essas informações, nem da Caixa, nem do governo, só eles do movimento. A gente quer essas informações, quer se reunir com o Ministério Público, com o governo, com a Caixa Econômica e com o movimento, para que venham esclarecer e garantir o direito das famílias que moram lá dentro”, finalizou.

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