Menu

MPF contesta leis no Acre que dão prioridade a advogados em repartições públicas

Foto: internet/reprodução
Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) uma representação pedindo a análise de possível Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra leis municipais que concedem atendimento prioritário a advogados nas repartições públicas e instituições financeiras de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

As normas, Lei nº 2.608/2025, de Rio Branco, e Lei nº 1.034/2025, de Cruzeiro do Sul, foram aprovadas pelas Câmaras de Vereadores e são alvo de questionamento do MPF por supostamente violar princípios constitucionais, como o da separação dos poderes, o da isonomia e o do pacto federativo.

Anúncio

Segundo o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Lucas Costa Almeida Dias, autor da representação, as leis apresentam irregularidades formais e materiais. Ele argumenta que as Câmaras Municipais invadiram competência exclusiva dos Poderes Executivos ao legislar sobre a organização e o funcionamento da administração pública.

No caso de Cruzeiro do Sul, a lei amplia o benefício a cartórios e repartições federais e estaduais, o que, de acordo com o MPF, extrapola a competência legislativa municipal, restrita a assuntos de interesse local. Além disso, leis sobre registros públicos são de atribuição exclusiva da União.

O MPF também considera que as normas criam um privilégio indevido à categoria dos advogados, equiparando-os a grupos que possuem amparo constitucional para atendimento prioritário, como idosos, pessoas com deficiência, gestantes e lactantes.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.