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Trump diz que pode baixar tarifas da China e pede que país compre soja

Presidente dos EUA, Donald Trump • Leon Neal/Pool via REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que pode baixar as tarifas impostas à China, mas disse que o gigante asiático terá “que fazer coisas para nós também”.

Um dos pontos citados por Trump foi a retomada dos embarques de soja produzida em solo norte-americano. Ele pediu para que os níveis retomem “ao menos” aos níveis anteriores, e disse acreditar que a China irá fechar um acordo sobre a venda dos grãos.

A China é o maior comprador de grãos do mundo, e parte desta demanda era suprida por produtores dos Estados Unidos. A guerra comercial deflagrada por Trump no primeiro semestre, porém, mudou este cenário — e o Brasil acabou sendo um dos beneficiados.

No início de outubro, relatório da American Farm Bureau Federation, entidade agrícola centenária que representa 6 milhões de agricultores norte-americanos, alertou para os impactos do “boicote” chinês, afirmando que o volume embarcado de soja dos EUA ao mercado chinês recuou quase 78% na comparação entre janeiro e agosto deste ano com o mesmo período de 2024.

No ano passado, o gigante asiático foi responsável pela compra quase metade das exportações norte-americanas.

“Durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China e a China não comprou nenhuma soja da nova safra para o próximo ano comercial”, cita o documento, assinado pela economista Faith Parum.

A entidade, porém, ressalta que a China não deixou de comprar soja, mas que substituiu os grãos produzidos em solo norte-americano pelo de outros países, com o Brasil tendo papel de destaque nessa rotação.

“Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido constantemente sua dependência dos Estados Unidos, voltando-se para o Brasil, a Argentina e outros fornecedores”, cita o relatório.

“As importações de soja da China não estão diminuindo; na verdade, atingiram níveis recordes, mas a maior parte dessa demanda agora está sendo atendida por concorrentes”.

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