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O imperativo da atualização: por que o sistema de ensino brasileiro deve abraçar as novas competências do século XXI

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
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O sistema educacional brasileiro enfrenta um desafio crucial: adaptar-se à rápida transformação socioeconômica e tecnológica do século XXI. Em um mundo moldado pela economia digital e pela complexidade das relações de consumo, o modelo de ensino tradicional, focado apenas na transmissão de conteúdo, já não prepara os jovens para a vida e o mercado de trabalho.
A formação de competências essenciais tornou-se um imperativo. Além do conhecimento acadêmico, a nova cidadania exige:

* Educação Financeira e para o Consumo: O alicerce para a autonomia individual, prevenindo endividamento e promovendo decisões conscientes.

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* Literacia Digital: A capacidade de navegar e interagir com tecnologias de forma ética e segura, combatendo fraudes e desinformação.

* Competências Socioemocionais: Habilidades como resiliência e colaboração, vitais para o bem-estar e sucesso profissional.

* Pensamento Crítico e Empreendedorismo: A aptidão para inovar e solucionar problemas complexos.

Nesse contexto, a aprovação de leis que modernizam o currículo é uma prioridade nacional. O Projeto de Lei n. 5046/2025, do Deputado Roberto Duarte, é um avanço crucial ao propor a inclusão da Educação Financeira e para o Consumo como tema contemporâneo transversal na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Esta abordagem, alinhada à BNCC, permite que o tema seja integrado a disciplinas como Matemática (cálculo de juros), história (análise econômica) e Língua Portuguesa (interpretação de contratos), potencializando o aprendizado prático.

O PL é abrangente, detalhando eixos temáticos como planejamento financeiro, noções de investimento, uso consciente do crédito e segurança em transações digitais. Investir na educação financeira desde o Ensino Fundamental e Médio é garantir que a próxima geração esteja menos vulnerável e mais preparada para tomar decisões responsáveis.

A reforma educacional, simbolizada por este projeto de lei, não é apenas uma opção pedagógica, mas um investimento estratégico que posiciona o Brasil na rota de um desenvolvimento social e econômico mais sustentável. A aprovação do PL n. 5046/2025 é, portanto, um ato de cidadania.

Marcello Moura é empresario, presidente do CDL Rio Branco e líder do movimento CIDADANIA EMPREENDEDORA
www.cidadaniaempreendedora.com.br

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