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Sindicatos e lideranças comunitárias divulgam nota contra declarações de Eber Machado

Foto: Imagem meramente ilustrativa I Internet/reprodução
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Presidentes de sindicatos, associações de moradores, cooperativas, lideranças comunitárias, taxistas e mototaxistas de Rio Branco divulgaram, nesta sexta-feira (17), uma nota de repúdio e um abaixo-assinado em solidariedade ao presidente do Sindicato dos Mototaxistas do Estado do Acre (SINDMOTO), Eriberto Gomes da Silva.

O documento expressa indignação coletiva diante das declarações consideradas ofensivas e desrespeitosas feitas pelo vereador Eber Machado (MDB), que, segundo os signatários, atingiram a honra e a dignidade das categorias representadas, além de afrontarem o decoro parlamentar.

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Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador Eber Machado criticou o presidente do SINDMOTO, afirmando que suas manifestações públicas em defesa da gestão municipal estariam relacionadas à sua nomeação, em janeiro deste ano, para compor a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI I).

Em resposta, a nota esclarece que a participação de representantes sindicais e comunitários no Conselho da JARI é legal e transparente, prevista pela legislação municipal e federal. O documento classifica as insinuações de Machado como “infundadas, maliciosas e reveladoras de desprezo pelas instituições e pela verdade”.

O presidente do SINDMOTO, Eriberto Gomes, afirmou que já se reuniu com assessoria jurídica e presidentes de outras entidades para adotar medidas legais. “Estou levando o caso ao Ministério Público e à Corregedoria da Câmara Municipal para apurar as atitudes deste vereador, que considero covardes e desrespeitosas”, declarou.

Pedido de providências

Diante da gravidade das declarações, os representantes das entidades pedem providências do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), da Corregedoria da Câmara Municipal e da Defensoria Pública, para que a conduta do vereador seja apurada e as medidas cabíveis sejam adotadas.

O documento reforça que “as lideranças comunitárias e sindicais podem ser humildes em recursos, mas são grandes em caráter e merecem respeito”, e que não aceitarão “que autoridades eleitas utilizem seus mandatos para ofender e humilhar cidadãos e representantes da sociedade civil”.

Apelo ao Legislativo

Por fim, o texto conclama o presidente da Câmara Municipal, vereador Joabe Lira, e os demais parlamentares a se posicionarem diante do caso. “O Legislativo não pode se transformar em um teatro de ataques pessoais e descontrole emocional, mas deve ser um templo de equilíbrio, respeito e responsabilidade pública”, afirma a nota.

Adobe Scan 17 de out. de 2025

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