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Diplomacia prega discrição e evita conclusões precipitadas sobre Rubio

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A diplomacia brasileira prega discrição nos próximos passos da negociação com os Estados Unidos e defende ser preciso evitar conclusões precipitadas sobre a postura do secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro viram como um revés ao grupo a ligação entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump nesta segunda-feira (6). No entanto, comemoraram a designação de Rubio para comandar as tratativas por parte dos Estados Unidos.

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Ele já fez uma série de críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a governos de esquerda na América Latina. De origem cubana, Rubio é visto com cautela por aliados de Lula.

No Itamaraty, no entanto, a avaliação é de que Rubio estará sob as ordens de Trump e é um “profissional”.

Rubio é um político de carreira do partido Republicano. No Congresso, ganhou notoriedade na comissão de relações exteriores e era visto como moderado, inclusive por adversários democratas.

Quando entrou na equipe de Trump, porém, adotou posições similares às do chefe e ganhou ainda mais espaço, acumulando o cargo de assessor especial de segurança nacional.

A decisão por Rubio indica o tom das demandas da Casa Branca, já que a diplomacia americana foca em geopolítica, sem assumir tanto a liderança em questões comerciais.

Por parte do governo brasileiro, as tratativas seguem nas mãos do vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, e dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Este último é um dos principais articuladores junto a Rubio e assim deve continuar — até para abrir o maior diálogo possível às equipes de Alckmin e Haddad perante suas contrapartes na gestão Trump.

O Palácio do Planalto e a Casa Branca só revelaram a ligação de meia hora entre os presidentes na manhã desta segunda depois que ela aconteceu. A ordem era manter ao máximo o sigilo para não atrapalhar os preparativos.

Do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília, Lula buscou quebrar o gelo relembrando a ‘boa química’ com Trump na ONU. Depois, ambos partiram para os negócios.

Lula reforçou que americanos têm o superávit na balança comercial e pediu o fim da sobretaxação de 40% a produtos nacionais, além do fim das sanções a autoridades brasileiras. Ninguém mencionou diretamente os nomes de Alexandre de Moraes e de Jair Bolsonaro.

A Presidência afirmou, ainda, que os dois concordaram em se encontrar presencialmente, em breve. Lula sugeriu a reunião na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático, na Malásia, no final de outubro. Também reiterou a Trump o convite para a COP 30, em Belém, em novembro, e se colocou à disposição para ir aos Estados Unidos.

Geraldo Alckmin, um dos que estiveram ao lado de Lula durante a reunião, classificou a ligação como “até melhor do que esperávamos”.

“Estamos muito otimistas aí que a gente vai avançar. E o presidente Lula destacou a disposição do Brasil para o diálogo e para a negociação.”

Pelas redes sociais, Trump também disse que a conversa foi “ótima” e que as discussões continuam, com um encontro num “futuro não muito distante”.

Na Casa Branca, à tarde, Donald Trump exaltou a ligação com Lula. “Tivemos uma ótima conversa. Vamos começar a fazer negócios. […] Em algum momento, sim [está considerando ir para o Brasil]. E ele virá para os EUA. Conversamos sobre isso.”

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