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Boa Conversa: “Se Bocalom entregar obras até abril, não pedirá licença para ser candidato”

Foto: Iago Nascimento
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O programa Boa Conversa desta edição traz nesta sexta-feira, 03, uma pauta diversa, que vai da economia à política, passando por bastidores eleitorais e movimentos no Acre. O programa foi exibido pelos estúdios do ac24horas com comentários de Luis Carlos Moreira Jorge, o Crica, Astério Moreira e apresentação de Marcos Venicios.

O Boa Conversa abordou os números do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do governo estadual. Apesar da redução em relação a quadrimestres anteriores, os gastos com pessoal continuam acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com índice de 46,59% frente ao teto de 46,55%.

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“Essa situação não deixa de trazer desgaste, muita gente entende que o governo é que nem boteco, mas existe a LRF, se o Gladson gastar acima disso vai responder por improbidade administrativa”, pontuou Crica.

Na política, o clima é de tensão após o anúncio de Mailza Gomes (Progressistas) de rompimento político com o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmando que a aliança “fragiliza nosso campo ideológico”. O governador Gladson Cameli tratou de minimizar a situação: “Não houve rompimento, foi mal-entendido.” Já Bocalom respondeu em tom firme: “Ela pode ter rompido, mas eu não rompi.”

“O que tem a ver é um pacto entre a Mailza e o Bocalom porque a eleição tem segundo turno. Qual o problema da Mailza e Bocalom fecharem no segundo turno? Nenhum. O que falta e o Bocalom saiu bem é dizendo que não rompeu. O Gladson disse que ela saiu de 2% para 20% e é um crescimento muito alto. A Mailza é uma candidata muito forte, os deputados estaduais e federais estarão com ela e o governo fez 14 prefeituras. Então, a máquina do governo é muito forte”, afirmou Astério.

Ainda em tom político, Gladson voltou a repercutir no Bar do Vaz, onde se emocionou ao relembrar momentos familiares difíceis e fez observações sobre o cenário nacional.

“Ele deve ter sofrido um baque emocional muito grande com essa situação judicial [Operação PTlomeu]. O que me chamou atenção foi o otimismo dele em relação ao processo dele no STJ, o último recurso dele foi rejeitado. Então, ele contratou até o ex-ministro da Dilma, ele tá otimista, mas processo é processo, pode ganhar ou perder. O Gladson é um poço de emoção”, avaliou Crica.

“O Gladson manifestou na entrevista o que sempre foi: um ser humano. Se fosse outro numa situação dessa, já teria jogado a toalha. Ele tem essa disposição de ir pra cima, particularmente, numa situação dessa eu acho que a condenação é certa, mas ele fala que os advogados estão aí e a gente já viu essa situação ter virada”, pontuou Astério Moreira.

“Pelo que eu sei que os secretários candidatos é que a Mailza não deu garantia a ninguém que eles fizessem sucessores. Isso é uma política dela que veio dos Governos da Frente Popular do Acre (FPA)”, destacou Crica.

“A decisão da Mailza é correta, um deputado estadual que passou quatro anos defendendo o governo, pegando porra e na hora da eleição vai disputar eleição contra secretário? Então, ela está correta nesse aspecto, apesar de desagradar muita gente”, salientou Astério.

O governador também mencionou o papel de aliados, como a vice-governadora Mailza Assis (Progressistas), a quem chamou de “guerreira”, e Nicolau, definido como “irmão”.

“A proposta é que Nicolau seja candidato a vice, mas abrir mão da eleição de estadual, deixar um poder, pra ser vice, não parece um ganho. No entorno do Gladson, o problema dos pré-candidatos é o Juruá onde ninguém tem um representante certo”, afirmou Astério Moreira.

“O Nicolau me falou que nunca que o Gladson o convidou para ser vice da Mailza e ele não tem interesse nem em disputar a eleição de federal”, destacou Crica.

O programa abordou também as falas de Gladson sobre a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando que “tem tentado acalmar o Brasil”, além de criticar a atuação do ministro Alexandre de Moraes no julgamento de Bolsonaro.

“O elogio de Gladson a Lula é normal. Não mudou nada. Agora em relação à anistia, o Gladson vem numa posição equilibrada. Agora quanto à tese de tornar o Alexandre Moraes impedido, há controvérsias. Então, eu acho que o cerne dessa questão poderia ter ocorrido uma dosimetria da pena”, afirmou Crica.

O MDB também aparece em cena com debates internos e a possibilidade do nome do vereador Eber Machado ganhar força para a disputa ao governo. Para alguns, a legenda pode se alinhar a Mailza, como defende Calixto. Outros apontam que o partido teria ainda a opção de se juntar a Thor e Jorge Viana, posição destacada por Astério.

“O Eber disse que o Marcus deveria ser candidato majoritário porque ganha do Alan dentro da capital, mas disse que se o Marcus não vai, ele vai. Já os cabeças brancas falaram que a Jéssica é o nome da sigla ao Senado, que não tem estrutura para candidatura do Eber”, reforçou Crica.

“O Bocalom foi candidato quantas vezes? O Lula? Política é uma construção. O Eber não está errado em pensar no partido. O MDB numa composição com o Bocalom ficaria muito forte, mas eles não querem e nem o Bocalom também. Além disso, o MDB também poderia ir com o PT, mas não quer”, finalizou Astério.

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