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ApexBrasil aponta resultados parciais e destaca diversidade de negócios

Foto: Jardy Lopes
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O terceiro dia do Exporta Mais Amazônia 2025, realizado em Rio Branco, consolidou o Acre como um dos protagonistas da região no comércio internacional. Com 25 compradores de 18 países confirmados, o evento tem movimentado rodadas de negócios que envolvem desde grandes frigoríficos até pequenos produtores e artesãos locais.

O representante nacional da ApexBrasil, Pedro Neto, falou nesta terça-feira, 01, sobre os resultados parciais das negociações, que já apontam números positivos e perspectivas de expansão para diversos setores.

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“Como você disse, a gente tá no meio das rodadas, então as empresas brasileiras estão falando com os vendedores estrangeiros agora. A gente não tem o resultado fechado ainda da rodada, só depois dela acabar. Mas só no dia de ontem a gente conseguiu ter 241 reuniões. Isso significa que foram 241 oportunidades de fechar negócio. E alguns compradores já conseguiram relatar nas conversas com a gente, em mais de 2 milhões de dólares, são 10 milhões de reais, de negócio que aí tá com expectativa de ser fechado ou que já foi fechado até. A gente ouviu o pessoal de artesanato que já fechou, o pessoal de castanha, de café. Então a gente tá realmente vendo uma movimentação muito bacana nesse evento, e a gente tá vendo o resultado já chegando. E é claro, a nossa expectativa é que ao final do dia de hoje a gente já vai ter os resultados fechados e vai ter aí muito negócio sendo gerado pro Acre e pra toda a Amazônia”, pontuou.

Pedro Neto destacou ainda a variedade de setores contemplados pelo evento. “O legal desse evento é exatamente isso, é que a gente consegue trazer junto aí compradores de todos os setores. Então a gente tem grandes empresas aqui do estado, né? A gente tem a Cooperacre, participou, Miragina, Dom Porquito. Então é um pessoal grande. E tem o pessoal da farinha de mandioca, da farinha de Cruzeiro do Sul, tem o pessoal do açaí e do feijão. Temos várias empresas de artesanato, são 44 empresas aqui do estado do Acre como um todo. E a gente tá vendo todo mundo conseguindo fechar negócio, pelo menos deixar o negócio encaminhado”, explicou.

Ao comentar sobre os potenciais de mercado, o representante da Apex ressaltou que os resultados ainda são parciais, mas reforçou a relevância do setor de alimentos e produtos culturais: “A gente tem ouvido aí em termos de volume de negócios, né? Uma coisa bem bacana de castanha e de café. E tamo vendo em termos de número de vendas, né? Ainda que com o tigresse médio um pouco menor, do pessoal de artesanato. Então é isso, tanto grandes quanto pequenos estão sendo beneficiados por essa ação. E a gente tá conseguindo com isso apoiar as empresas aqui do Acre”, destacou.

Para Pedro Neto, o Exporta Mais Amazônia também tem servido como vitrine para mostrar ao mundo a combinação entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade na região. “A gente está tendo um feedback muito positivo dos compradores. Isso acaba sendo que esses projetos, o foco nosso é isso, é gerar negócio. É o que o presidente Jorge falou no seminário. Mas a gente aproveita que está com esses compradores aqui para mostrar a realidade do Brasil. Para mostrar, por exemplo, que a Amazônia tem proteção ambiental e tem desenvolvimento econômico. Para mostrar que a gente tem indústria de alta qualidade em toda a amazônia brasileira. E o que os compradores estão dando de feedback é isso. Uma compradora de café americana falou: o café que vocês têm aqui na Amazônia, o robusta amazônico, é uma coisa que eu nunca saboreei na vida. Ele é um robusta que rivaliza em sabor com o arábico, com os melhores cafés arábicos que são mais vendidos pelo Brasil. O legal de vir aqui para o Acre é que ela conheceu uma nova cara do café brasileiro. Porque o café brasileiro geralmente são aquelas grandes plantações. Mas aqui no Acre ela conheceu o pequeno produtor, o produtor que ela chamou de artesanal até. O produtor que é indígena, que é extrativista, que tem uma história para contar no café. Conhecer isso é inclusive uma forma de ajudar o Brasil a diversificar os estilos de exportação e de vender mais, é claro, para os Estados Unidos, mas até para outros mercados também”, finalizou.

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