Menu

Na Aleac, deputados aprovam indenização para auditores e abrem debate sobre carreiras

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

Após a suspensão da sessão para discussão de matérias nas comissões, os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovaram, nesta terça-feira (30), alguns projetos de lei de autoria do Poder Executivo, além de moções de aplausos e requerimentos.

Entre eles, foi aprovado, por 15 votos, o projeto que dispõe sobre a aquisição de bens imóveis pelo Instituto de Previdência do Estado do Acre (AcrePrevidência).

Anúncio

Outra matéria aprovada por 14 votos favoráveis e 2 contrários, foi o Projeto de Lei nº 147/2025, também de autoria do Executivo, que altera a Lei nº 2.265, de 31 de março de 2010. A proposta estabelece a estrutura de carreiras para os servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), incluindo indenização por acúmulo de acervos fiscais e pelo exercício de plantão em postos fiscais localizados em divisas ou fronteiras interestaduais, ou internacionais.

Foto: Sérgio Vale

Apesar da aprovação, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) alertou que outras categorias podem ocupar as galerias da Casa em busca de direitos. Ele criticou a pressa do governo em enviar o projeto, alegando que, devido ao relatório fiscal que indica que o Acre está acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não seria possível alterar o plano de cargos e salários. “Para uns pode, para outros o chicote da lei”, disse, argumentando que há irregularidades.

Foto: Sérgio Vale

O líder do governo na Casa, deputado Manoel Moraes (PP), rebateu as críticas e afirmou que não há ilegalidade na matéria. “Não se cometeu nenhum crime com relação a verbas indenizatórias, como diárias ou outras formas de compensação. A Lei de Responsabilidade Fiscal não veda essas verbas, que não são consideradas salário. O governo busca melhorar a arrecadação para ajudar outras categorias, não para conceder aumento salarial, mas para que os servidores assumam mais responsabilidades”, explicou.

Foto: Sérgio Vale

Emerson Jarude também se posicionou contrário à medida. “Não é o momento, existem outras formas de melhorar a questão fiscal. Manifesto meu voto contrário à medida”, afirmou.

Foto: Sérgio Vale

Por outro lado, o deputado Pedro Longo (PDT) defendeu a iniciativa do Executivo, destacando que a proposta busca aumentar a arrecadação e garantir que os contribuintes que cumprem suas obrigações não sejam prejudicados. “Ao criar uma gratificação por acervo, o auditor assume mais responsabilidades. Nosso “plano A” era contratar os auditores já concursados, mas o Tribunal de Contas entendeu que, mesmo de forma excepcional, isso não poderia ser permitido”, disse.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.