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Exporta Mais Amazônia aproxima produtores de compradores internacionais

Foto: Sérgio Vale
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O Acre se tornou o centro das atenções no Exporta Mais Amazônia 2025 – Acre, evento realizado no Centro de Convenções da Ufac, em Rio Branco, pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Sebrae. Reunindo 76 vendedores, sendo 44 do Acre, e 25 compradores de 18 países, o seminário realizado nesta segunda-feira, 29, é considerado a maior edição do programa já organizada na Região Norte.

Durante o primeiro dia do evento, o gerente de agronegócio da Apex, Laudemir Müller, ressaltou a importância da nova estratégia adotada pela agência sob a presidência de Jorge Viana.

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“Bom, então, a Apex Brasil, que agora é coordenada, é liderada por um acreano, que é o presidente Jorge Viana, mudou seu perfil completamente e a gente está agora trazendo compradores ao Brasil e dessa vez a gente está fazendo a maior edição do Exporta Mais Brasil, que a gente está chamando de Exporta Mais Amazônia, aqui no Acre. Nós estamos, veja que nós estamos trazendo 25 compradores internacionais que estão aqui em Rio Branco, que foram visitar ontem a reserva extrativista, nós temos, e eles são de 18 países e eles vão se encontrar em várias reuniões com mais de 75 empresas da Amazônia e a maior parte aqui do Acre”, pontuou.

Segundo Müller, a iniciativa representa um marco na forma de aproximar os compradores internacionais dos produtores da região. “Eu estou há 15 anos na Apex e nunca tinha visto isso de a gente trazer esses compradores internacionais para cá, para conhecer quem produz, para conhecer quem mantém a floresta em pé, que tem os produtos da sociobiodiversidade muito importante aqui”, explicou.

O gerente destacou ainda os produtos que têm despertado maior interesse no mercado externo. “Por exemplo, se a gente pegar o tema da castanha, a castanha é um produto muito importante da sociobiodiversidade, é um produto natural, é um produto do extrativismo e é um produto que cada vez mais desperta lá fora. Se a gente pegar o tema do café, cada vez mais o Robusta Amazônico, ele vem surgindo como um produto muito importante, de altíssima qualidade. Se a gente pegar as proteínas, a gente tem aqui a produção de suínos, a gente tem a produção de bovinos, tem a estrada do pacífico. Então, hoje, o Acre é o estado, é a região do Brasil que está mais perto da China, por conta da Estrada do Pacífico e por conta do porto de Chancay, então as coisas começam a mudar na exportação. Não é por nada que o Jorge Viana diz que a meta é talvez chegar a 100 milhões de exportação do Acre nesse ano, que seria uma coisa absolutamente histórica e um recorde absoluto”, ressaltou.

Ao comentar sobre o acesso das pequenas e médias empresas ao mercado internacional, ele enfatizou que o processo está mais acessível. “Isso tem mudado muito, porque o que a gente vem trabalhando muito é que a exportação é possível para todo mundo, é possível para o pequeno, para o médio, para o grande, mas o que precisa é, tem que se preparar, você tem que mudar a sua mentalidade. A Apex Brasil trabalha muito isso, de preparar, de entender, de fazer um plano de negócio e, principalmente, de trazer o comprador para cá, porque se imagine o custo de a gente pegar alguém lá com açaí lá de Feijó, pegar uma farinha lá de Tarauacá e ir lá para a China. Nós estamos fazendo o contrário, com essa visão do Jorge Viana, trazer o comprador internacional para cá, então, lá de Feijó, Tarauacá, de Assis Brasil, o pessoal vem para cá, para Rio Branco, para sentar com o comprador, então olha a diferença, olha a beleza que é”, finalizou.

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