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Expansão do mercado da soja coloca Acre no debate sobre Amazônia e desmatamento

Foto: Reprodução
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O Acre, historicamente afastado das grandes cadeias de produção de grãos, tornou-se nos últimos anos parte da nova fronteira agrícola brasileira. Se até 2017 não havia registros oficiais de soja cultivada no estado, em 2025 a realidade é bem diferente: a área plantada já corresponde a três vezes o tamanho de Manhattan, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

O avanço da oleaginosa no Acre acompanha a tendência de estados vizinhos, como Amazonas e Rondônia, e está inserido em um contexto mais amplo de pressão internacional contra o desmatamento na Amazônia. A produção de soja, principal commodity de exportação do Brasil, cresceu amparada por investimentos em infraestrutura e logística, incluindo a ponte inaugurada em 2021 ligando Rondônia ao Acre, que facilitou o transporte de fertilizantes, maquinários e grãos.

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Esse crescimento, porém, traz desafios. No chamado eixo Amacro (Amazônia, Acre e Rondônia), quase 1,38 milhão de hectares de floresta foram perdidos desde 2019, segundo o Inpe. Embora a maior parte das áreas de soja tenha substituído pastagens já desmatadas, ainda há registro de derrubadas ilegais para abertura de novas áreas, prática que especialistas apontam como risco permanente.

Produtores locais relatam a valorização acelerada das terras. O agricultor e pecuarista José Marcos Leite Jr., que atua na fronteira do Acre com Rondônia, disse que o interesse crescente pela região dobrou o preço das propriedades em apenas três anos. “Estou impressionado”, afirmou.

Com informações do Estadão

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