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Com nova agenda para a direita, MBL avança na criação do partido Missão

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O Movimento Brasil Livre (MBL) deu mais um passo para consolidar seu projeto político. Nesta semana, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à criação do partido Missão, que tem como símbolo uma onça.

Em entrevista à Crusoé, o escritor e jornalista Orlando Lima, um dos porta-vozes da legenda, explicou a linha ideológica da nova sigla. Segundo ele, o Missão se define como “à direita do terceiro milênio”, com perfil tecno-otimista e voltada para atrair jovens talentos que, em suas palavras, “poderiam estar no Vale do Silício, mas que se sentem abandonados pela política atual”.

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Lima afirma que a rejeição às pautas de esquerda posiciona naturalmente o Missão no campo da direita, mas ressalta que a legenda busca superar o que chama de “dogmatismo liberal do século 20”. Entre os valores defendidos, cita o nacionalismo equilibrado, a preservação da cultura clássica ocidental e a formação de uma identidade política para o século 21.

No campo econômico, o partido se mostra favorável a privatizações, mas adota cautela em relação à Petrobras, considerando o atual cenário de retração da globalização e a importância estratégica da estatal.

Sobre temas sociais, Lima rejeita a dicotomia conservador vs. liberal, defendendo uma política guiada pelo “senso comum”. O Missão mantém a posição atual da legislação sobre o aborto, mas defende o fortalecimento das famílias; vê o debate sobre drogas como questão de segurança nacional, dada a relação com o crime organizado; e apoia a ampliação do porte de armas sob bases técnicas.

A principal bandeira, segundo ele, será o enfrentamento do crime organizado já no primeiro dia de um eventual governo. “Nada é mais urgente. Perdemos 250 mil pessoas para a emigração e mais de 50 mil para crimes violentos todos os anos. Isso precisa acabar”, disse.

Lima destaca ainda que o Missão busca representar as gerações millennial e Z, propondo uma ruptura com os paradigmas herdados de 1964 e 1988. “Queremos superar esse modelo estático, com elites patrimonialistas, que impede o Brasil de prosperar. O Missão é um projeto político de ruptura geracional.”

Com informações da Crusoé

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