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Eduardo Ribeiro alerta para prejuízos a produtores de soja no Acre

Foto: Sérgio Vale
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Em entrevista ao programa Boa Conversa, edição Aleac, o deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD) chamou nesta quarta-feira, 10, a atenção para as dificuldades enfrentadas por produtores de soja no Acre em razão de embargos aplicados pelo Ibama.

Segundo o parlamentar, invasões em áreas de reserva dentro das propriedades têm levado ao bloqueio de toda a produção, mesmo quando o desmatamento não é realizado pelos proprietários.

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“Isso está causando um desestímulo à produção muito grande. Você vê, por exemplo, pessoas hoje no nosso estado do Acre, em torno de 18 mil hectares de soja, de grãos plantados, especificamente a soja. Fora milho, fora outros grãos. E aí você pega, por exemplo, um grande proprietário que tem ali sua área, e aí tem a sua área de reserva. E aí ocorre uma invasão dentro da área de reserva, a pessoa vai lá, um sujeito invade essa área, faz um desmate ali em torno de um hectare. E por causa desse desmate, se trava toda a área criada pelo CPF, do proprietário, da produção daquela pessoa, daquela fazenda, daquela área. Então isso daí tem um desestímulo muito grande”, disse Ribeiro.

De acordo com o deputado, a situação tem provocado prejuízos diretos ao setor produtivo, já que os embargos federais impedem o acesso a crédito rural e inviabilizam o plantio no período adequado.

“Hoje nós estamos, esse embargo, é bom que se diga embargo federal, do Ibama. E isso tem prejudicado muito o setor produtivo. Porque, você veja só, há dificuldades que ele vai enfrentar, porque ele não vai conseguir acessar o crédito. E nós vamos chegar a um período de plantação. Não vai plantar, se plantar perde a safra. Então isso pode ocasionar, e tende a ocasionar, um problema muito grave economicamente para o estado do Acre”, afirmou.

Questionado sobre o papel da Assembleia Legislativa diante do problema, Ribeiro destacou a necessidade de pressionar por maior agilidade e justiça nos processos conduzidos pelo órgão ambiental federal.

“A gente tem que chamar a atenção da sociedade, chamar a atenção dos órgãos, para que ocorra uma solução para isso. Por exemplo, os processos do Ibama têm que ser mais céleres nesse sentido. Por exemplo, o proprietário entrar com um pedido, informando que não foi ele o responsável, e ser desembargado nessas áreas. Não dá para o estado do Acre sofrer o que está sofrendo, ou que vai sofrer ainda, sendo penalizado em razão de burocracia. Então é nesse sentido que a gente chama a atenção, que a Assembleia Legislativa ecoa o setor da sociedade em todo o período. Seja os produtores, seja a parte econômica, a gente ecoa isso aqui na Assembleia. Por essa razão, a gente precisa chamar a atenção das autoridades, para que tenham uma solução com relação a esses casos. Não é só um caso, eu estou falando, existem vários casos de plantadores de grãos que estão sofrendo esse problema”, concluiu.

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