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“Ele não está bem de saúde”, diz advogado de Bolsonaro

Antonio Augusto/STF
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O advogado Celso Vilardi, que representa Jair Bolsonaro (PL) na ação penal da trama golpista, disse nesta terça-feira(2) que o ex-presidente “não está bem de saúde”.

Vilardi foi questionado ao chegar na sede do STF (Supremo Tribunal Federal) para o julgamento do núcleo crucial da trama golpista. Ao ser perguntado se o ex-presidente compareceria de forma presencial ao julgamento, negou.

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Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, e segundo aliados, segue tendo crises de soluço constantes, o que teria sido determinante para a decisão de acompanhar o julgamento de casa.

Caso optasse por comparecer ao STF durante o julgamento, Bolsonaro precisaria de uma autorização judicial, o pedido, no entanto, não foi feito.

Quem são os réus do núcleo 1?

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, o núcleo crucial do plano de golpe conta com outros sete réus:

Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);

Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;

Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e

Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.

Por quais crimes os réus estão sendo acusados?

Bolsonaro e os outros réus respondem na Suprema Corte a cinco crimes. São eles:

Organização criminosa armada;

Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

Golpe de Estado;

Dano qualificado pela violência e ameaça grave;

Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção fica por conta de Ramagem. No início de maio, a Câmara dos Deputados aprovou um pedido de suspensão a
ação penal contra o parlamentar. Com isso, ele responde somente aos crimes de organização criminosa armada,
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Cronograma do julgamento

Foram reservadas pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, cinco datas para o julgamento do núcleo crucial do plano de golpe. Veja:

2 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)

3 de setembro, quarta-feira: 9h às 12h (Extraordinária)

9 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)

10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h (Extraordinária)

12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Extraordinária)

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