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Rio Branco tem mais de R$ 100 milhões em dívidas de água para receber, diz gestão

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e o diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Enoque Pereira, apresentaram nesta terça-feira, 26, o Programa de Regularização de Dívidas Vencidas (Refis 2025), que oferece condições facilitadas para usuários que possuem contas de água em atraso. A coletiva de imprensa ocorreu no gabinete do prefeito.

Durante a entrevista ao ac24horas Play, Bocalom destacou os desafios enfrentados pela autarquia desde 2022 e ressaltou a necessidade de equilíbrio financeiro para evitar a privatização do serviço.

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“Olha só, primeiro de tudo eu quero dizer que quando a gente pegou o Saerb lá atrás, em 2022, três anos atrás, o grande desafio era, era o quê? A gente equilibrar as contas, entre o que o Saerb gasta e o que arrecada, o que a população paga. Todo mundo sabe que o projeto de privatização estava pronto. Eu que não deixei privatizar, e não deixando privatizar, precisava botar o Saerb para andar. E graças a Deus, nós investimos mais de 200 milhões de reais, conseguimos dar uma melhorada boa. Claro que ainda não está do jeito que a gente quer, mas devagarzinho a gente está melhorando muito a questão da água e também do esgoto”, afirmou.

O prefeito reforçou que ainda há cerca de R$ 100 milhões em dívidas de consumidores com o Saerb e pediu que os moradores procurem negociar seus débitos.“São mais de 100 milhões de reais que estão aí, que as pessoas não pagaram. Então, a gente espera que você que tem débito com o Saerb, que consome a água e não está pagando, por favor, procure lá o Saerb para dividir isso aí em 60 parcelas. Dependendo da quantidade de parcelas que você dividir, você pode ter um desconto de até 95% dos juros e da correção”, explicou.

Foto: David Medeiros

Bocalom também alertou para o risco da privatização em caso de inadimplência generalizada. “Se continuar essa história de não pagar, o que vai acontecer? Eu não vou fazer isso, mas um outro prefeito pode chegar aqui e dizer: ‘olha, não estão pagando a água, eu vou privatizar’. E se privatizar, meu amigo, pode esperar que essa água vai triplicar, quadruplicar de preço”, disse.

O prefeito ainda comparou as tarifas cobradas em Rio Branco com outras cidades do país. “É o menor da região Norte. Metade do que é praticado lá no Amapá, Manaus é quatro vezes mais, Curitiba cinco ou seis vezes mais”, afirmou.

Já o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, explicou como funcionará o programa de renegociação.”O Refis veio para poder facilitar isso. A gente parcela até 60 vezes. Se pagar à vista, a gente retira até 95% dos juros e multas. Se pagar em 60 meses, a gente retira até 65%. Quem é da tarifa social tem ainda mais facilidades. A gente pede: procure a gente na OCA, no próprio Saerb, que fica no antigo Mira Shopping, ou ligue para 3212-7438 e peça mais informações. Só não deixe de negociar”, orientou.

Foto: David Medeiros

Enoque também destacou a evolução da autarquia desde 2022, quando o município arcava com 72% dos custos do sistema. “Esse ano, a gente quer chegar em 80% do Saerb e 20% do município. Ano que vem, esperamos chegar a 100% dos custos pagos pela autarquia. Vai ser a primeira vez em 27 anos que isso vai ocorrer, o Saerb nunca teve essa arrecadação, mas depende do usuário”, declarou.

Segundo o diretor, os investimentos já resultaram em avanços no saneamento da capital. “Saímos de 2% para 15% em tratamento de esgoto. Parece pouco, mas é um salto enorme. Podemos ser, talvez, a primeira capital da região Norte em tratamento de esgoto”, completou.

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