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Bolsonaro recebeu sugestão, mas descartou asilo na Argentina ou fuga, diz advogado

- Pedro Ladeira/Folhapress
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O advogado Paulo da Cunha Bueno, que defende Jair Bolsonaro no processo da trama golpista, afirma que o ex-presidente recebeu de fato uma sugestão para pedir asilo à Argentina.

Uma minuta chegou a ser enviada a ele, como mostrou a Polícia Federal, “mas Bolsonaro não aderiu”, diz Cunha Bueno.

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A imagem mostra um grupo de pessoas em uma coletiva de imprensa. No centro, um homem com cabelo curto e camisa verde está cercado por repórteres e câmeras. Ele parece estar respondendo a perguntas. Ao fundo, há várias pessoas observando a cena, e um veículo preto está estacionado próximo. Os repórteres seguram microfones com logotipos de diferentes emissoras de TV.

“Essa proposta ocorreu há mais de um ano e meio, e ele rechaçou”, segue o advogado. “A fuga nunca foi uma opção”, segue.

“Depois de rejeitar a ideia do asilo, o ex-presidente não apenas ficou no Brasil, mas esteve presente em todos os atos do processo contra ele, inclusive àqueles para os quais não foi convocado”, segue o advogado.

Cunha Bueno relembra que Bolsonaro não tinha obrigação, mas estava presente no dia do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra ele, transformando-o em réu.

A investigação da Polícia Federal revelou que Bolsonaro tinha em seu celular uma carta com pedido de asilo ao presidente da Argentina, Javier Milei. O documento foi produzido, segundo a PF, pela esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“A investigação identificou que o documento foi salvo no aparelho de Jair Messias Bolsonaro no dia 10/2/2024, dois dias após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, autorizada por esta Suprema Corte nos autos da Pet 12.100/DF e deflagrada em 8/2/2024”, destaca Moraes.

O ministro determinou que a defesa apresente uma explicação para a minuta no prazo de 48 horas.

Moraes também diz que o relatório da Polícia Federal apontou que Bolsonaro descumpriu “diversas vezes as medidas cautelares” [veja a íntegra aqui].

“Durante a investigação e com a realização da restauração de dados salvos por meio de backup, a Polícia Federal verificou a intensa atividade de Jair Messias Bolsonaro na produção e propagação de mensagens destinadas às redes sociais, em clara afronta a medida cautelar anteriormente imposta”, afirma o ministro.

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