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Estudo aponta que Amazônia ainda pode evitar colapso, mas tempo para agir está se esgotando

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A Amazônia não está condenada a um colapso inevitável, mas enfrenta riscos crescentes de degradação irreversível caso medidas urgentes não sejam adotadas. A conclusão é de um estudo liderado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), publicado nesta semana na revista científica Annual Review of Environment and Resources.

A pesquisa destaca que não há evidência de um único “ponto de não retorno” para todo o bioma, mas alerta para a possibilidade de colapsos regionais provocados pela combinação de desmatamento, queimadas, perda de fauna, fragmentação florestal e mudanças no regime de chuvas.

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O estudo também descreve o chamado “efeito martelo”, que representa a pressão constante das atividades humanas — como desmatamento, exploração madeireira e incêndios — sobre a floresta. Diferente de um colapso climático irreversível, esse processo ainda pode ser contido, desde que haja enfrentamento imediato das causas.

“Embora as mudanças climáticas e os distúrbios locais já estejam provocando grandes transformações negativas na Amazônia, a falta de evidências de um colapso florestal iminente causado exclusivamente pelo clima também representa uma janela crucial de oportunidade”, afirmam os pesquisadores.

Entre as medidas prioritárias propostas estão: redução do desmatamento (considerada a “primeira linha de defesa”), restauração de áreas degradadas, manejo de incêndios, fortalecimento de políticas públicas e cooperação com povos indígenas e comunidades tradicionais.

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