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Saúde de Rio Branco, Sesacre e MS se unem em qualificação com tema sobre diagnósticos e monitoramento de ISTs

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, participou nesta quinta-feira (14) da Oficina sobre Diretrizes Nacionais de Diagnóstico e Monitoramento do HIV, Hepatites Virais, Sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) com apoio do Ministério da Saúde (MS).

O encontro reuniu enfermeiros, técnicos e gestores da rede municipal, estadual e federal, com o objetivo de atualizar protocolos, aprimorar a identificação precoce das infecções e melhorar a adesão dos pacientes ao tratamento. A proposta é que, além de qualificar o atendimento, os profissionais também ampliem a disseminação de informações para a comunidade.

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O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, ressaltou que a oficina integra um esforço maior de qualificação da rede. “Temos feito um alto investimento para que os profissionais estejam aptos a atender a população, seja por meio de treinamentos, qualificações ou capacitações. Essa parceria entre Ministério da Saúde, Estado e municípios garante um atendimento mais resolutivo e humanizado”, disse.

A secretária-adjunta de Atenção à Saúde da Sesacre, Ana Cristina Moraes da Silva, lembrou que o Acre enfrenta índices preocupantes de ISTs. “A parceria entre Ministério da Saúde, Estado e municípios é fundamental para mudar esse cenário. Levar informação e orientação à comunidade é essencial para reduzir os casos. Também é importante que as pessoas já diagnosticadas procurem uma unidade de saúde para tratamento, pois o indicador de abandono ainda é alto”, afirmou.

Representando o Ministério da Saúde, Ana Claudia Philippus reforçou que a oficina traz benefícios práticos para o dia a dia do serviço. “Essa capacitação vai ajudar os profissionais de saúde na abordagem, no diagnóstico e no monitoramento das ISTs. Estar com os exames em dia minimiza as consequências e reduz as transmissões, tanto de forma vertical quanto entre parceiros”, explicou.

O prefeito Tião Bocalom destacou a importância da atualização constante da equipe. “A saúde exige conhecimento atualizado, e capacitar quem está na linha de frente é garantir mais segurança para a população”, afirmou.

*Rede de atenção preparada para enfrentar as ISTs*

A Prefeitura de Rio Branco estruturou a rede municipal para intensificar o diagnóstico e o acompanhamento das ISTs. Atualmente, todos os postos de saúde oferecem testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais, enquanto as Unidades de Referência em Atenção Primária (URAPs) disponibilizam autotestes para HIV, ampliando o acesso e preservando a privacidade do usuário.

O fortalecimento inclui a revitalização de 40 unidades, a contratação em caráter emergencial, no primeiro semestre, de mais de 180 profissionais e o ingresso efetivo de outros 216 servidores, garantindo resposta rápida e sustentada ao aumento de casos.
“Estamos com a rede 100% preparada, com estrutura adequada, profissionais capacitados e acesso facilitado aos serviços. Isso nos permite agir com eficiência diante de qualquer cenário”, afirmou o prefeito Tião Bocalom.

Oficina conta com programação técnica intensa

Com dois dias de atividades, a oficina combina teoria e prática. No primeiro dia, os participantes acompanharam exposições sobre diagnóstico de hepatites virais, HIV, sífilis e outras ISTs, além de orientações sobre exames de genotipagem, carga viral e detecção de outras infecções, como clamídia e gonorreia.

O segundo dia é voltado à execução de testes rápidos, com módulos de pré-testagem, testagem, pós-testagem e capacitação prática. Os profissionais também receberam instruções para alinhar os protocolos à Rede Nacional de Laboratórios.

Para o secretário Rennan Biths, essa união entre União, Estado e Município é estratégica. “Quando trabalhamos juntos, o resultado aparece mais rápido. Essa oficina nos dá ferramentas para detectar mais cedo, tratar com mais precisão e interromper as cadeias de transmissão”, afirmou.

A Atenção Primária segue como peça-chave nesse processo, realizando a maior parte das testagens, acompanhando pacientes e atuando para reduzir o abandono do tratamento.

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