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A nova Revolução Acreana: conquistando fronteiras e conectando o Brasil ao mundo

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Há 123 anos, o povo acreano escreveu uma das páginas mais ousadas da história do Brasil. Com coragem, sangue e resistência, enfrentou o poder estrangeiro para garantir o direito de ser brasileiro. Lutamos, vencemos, e nascia ali o Acre como território nacional, consolidando suas fronteiras e sua identidade.

Essa foi a Revolução Acreana, uma luta por pertencimento, por dignidade e pelo futuro. Hoje, mais de um século depois, posso afirmar: o Acre está passando por uma nova revolução.

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Desta vez, as armas são o trabalho, a produção, a integração. A batalha é pelo desenvolvimento, pela competitividade, pela inserção definitiva do nosso estado no cenário internacional. E o campo de batalha são os mercados nacionais e estrangeiros.

Essa nova revolução é marcada pela conquista de novas fronteiras econômicas e comerciais. Não queremos apenas estar dentro do Brasil, queremos conectar o Brasil ao mundo através do Acre.

Já exportamos para 28 países e, na última semana, demos mais um passo simbólico e estratégico, quando o governador Gladson Camelí, ao lado do empresário Paulo Santoyo, da Dom Porquito, assinou a exportação de produtos acreanos para as Filipinas. Um feito que reforça a potência do que está em curso: um movimento histórico de internacionalização do Acre.

Esse esforço não é obra do acaso, é resultado de um projeto construído com trabalho, estratégia e cooperação entre o setor público e privado, com o engajamento das instituições representativas e o apoio de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento regional.

A gestão Gladson Camelí vem estruturando o Acre para ser um verdadeiro hub logístico e comercial. Um gateway natural entre o Brasil, a Ásia e os países andinos, aproveitando todo um novo contexto, como a nossa posição geográfica privilegiada, as conexões pela Rota Quadrante Rondon, os acordos comerciais com o Peru, a reativação da nossa Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e as articulações em torno da futura Ferrovia Bioceânica, que nos ligará ao Pacífico e ao Atlântico.

Além disso, o governo do Estado tem investido no fortalecimento do ambiente de negócios, na promoção internacional do Acre e no apoio direto ao setor produtivo, com incentivos, agilização de processos, capacitação e atração de investimentos.

Como resultado, posso citar as exportações de 2024, que cresceram mais de 90% em relação a 2023, alcançando U$ 87,3 milhões, e o resultado parcial de 2025, que no primeiro semestre já exportou U$ 57,9 milhões, perfazendo mais de 22% em relação ao mesmo período de 2024.

Assim, o que estamos vivendo é uma revolução silenciosa, porém irreversível. Como toda revolução exige preparação, deixo aqui um alerta e um convite aos nossos empresários, instituições, trabalhadores, classe política, enfim, toda a sociedade: o Acre está mudando e se projetando.

Essa revolução não tem mais volta. Resta agora nos unirmos e prepararmos para ela, melhorar nossa infraestrutura, nossos negócios, nossas cadeias produtivas e nossas cidades para o novo tempo que já chegou.

Que não se repita, com esta nova revolução, o que por vezes aconteceu no passado: o progresso passar e nos pegarmos desprevenidos. Hoje temos a chance de fazer diferente e ser protagonistas em transformar nosso estado em um símbolo de superação, inovação e integração global.

O Acre, que lutou para ser brasileiro, agora luta para ser global. E esta, meus amigos e amigas, é a nova Revolução Acreana.

Por Assurbanípal Barbary de Mesquita

Assurbanípal Barbary de Mesquita é secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre

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