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“Estandes feios; passei vergonha”: Marcelo cobra protagonismo de bancos na Expoacre

Foto: Jardy Lopes
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Durante entrevista concedida ao ac24horas neste domingo (3), nos estúdios do Parque de Exposições, durante a última noite da 50ª edição da Expoacre 2025, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rio Branco, empresário Marcelo Moura, fez duras críticas à participação dos bancos na feira agropecuária e defendeu mudanças estruturais para o evento nos próximos anos.

O ponto alto da entrevista foi a crítica direta aos estandes de instituições bancárias, especialmente do Banco da Amazônia (BASA) e da Caixa Econômica Federal. Segundo Moura, os bancos — que deveriam ser protagonistas no fomento à economia local — têm investido muito menos que os próprios empresários.

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“Se tivesse um prêmio de estande mais feio, seria do BASA. Passei ali na frente e fiquei com vergonha. Não é possível que duas instituições responsáveis por fomentar a economia tenham estruturas tão mal cuidadas. Eu vou ter que puxar a orelha para ver se no próximo ano eles vêm com mais vontade”, disparou.

O presidente da CDL comparou os investimentos dos bancos com os de empresários locais e destacou o esforço do setor privado: “Os empresários, que dependem do dinheiro dos bancos, estão investindo muito mais que eles. No nosso estande, do Grupo Recol, colocamos R$ 200 mil para montar uma estrutura decente. O senhor Oswaldo, da Honda, é outro exemplo. Os bancos também precisam investir, ou não haverá retribuição”, afirmou Moura.

Foto: Jardy Lopes

Espaço físico da Expoacre está esgotado, afirma CDL

Representando a CDL na comercialização dos espaços privados da feira, Marcelo Moura revelou que o número de expositores em 2025 ultrapassou 460, e que a demanda ainda é maior:

“Se houvesse mais espaço, pelo menos outros 100 expositores teriam participado. A feira cresceu e o Parque de Exposições Wildy Viana não comporta mais esse volume”, alertou.

Sobre o possível novo local para a Expoacre, nas proximidades da Cidade do Povo, Moura reconheceu que há resistência de empresários já consolidados no atual espaço, mas defende que o governo incentive a mudança: “Muitos empresários fixaram bases aqui, e migrar para outro lugar significa começar do zero. Mas se o governo oferecer estruturas padronizadas e fizer cessão de uso, como centro de eventos e áreas comerciais, facilita muito. É papel do governo fazer esse investimento inicial. Rio Branco sequer tem um centro de eventos. Se queremos atrair grandes eventos, shows, congressos, precisamos dessa infraestrutura”, destacou.

Foto: Jardy Lopes

Faturamento e avaliação positiva

Marcelo também afirmou que, mesmo sem números oficiais, o faturamento da feira foi superior ao de 2024, especialmente no setor de alimentação e bebidas. “Conversei com o Taboca, que lidera o setor de alimentação, e ele disse que está ótimo. Fiz uma enquete rápida com os expositores pelo WhatsApp, e mais de 95% disseram que a feira foi melhor que a do ano passado. Isso mostra que estamos no caminho certo”, comemorou.

Ele defendeu a ideia de “empresariar” ainda mais a Expoacre: “Precisamos melhorar qualidade, quantidade e trazer inovação. A feira é uma vitrine de negócios, e quanto mais atrativa, melhor o retorno para todos”.

Foto: Jardy Lopes

Segmentos de destaque e programação infantil

De acordo com o presidente da CDL, o setor de alimentação foi, sem dúvida, o mais movimentado da feira:

“Todos os restaurantes estavam lotados diariamente. Se tivéssemos espaço para mais 20 restaurantes, todos estariam cheios. Faltou lugar até para sentar, o que mostra que o espaço atual já é insuficiente”, afirmou.

A programação infantil também surpreendeu em 2025, superando até mesmo os shows nacionais em termos de circulação: “Os dias com atrações infantis foram os de maior público. A gente não esperava tanto, mas foi um sucesso. Isso mostra como é importante inovar sempre”, disse.

Marcelo Moura também celebrou a realização da 1ª edição da Expobrasa, com foco no setor de carnes, destacando o apoio do secretário de Indústria e Comércio, Alysson Bestene (Tchê): “A missão era difundir o conceito e o nome da Expobrasa. Fizemos isso com maestria. O secretário Tchê foi parceiro desde o início. Quando encontramos gente disposta a ajudar, tudo fica mais fácil”, concluiu.

Assista ao vídeo:

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