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Tchê aposta na cultura do cacau e critica decisão de Naluh sobre rodeio: “pirotecnia”

Foto: Jardy Lopes
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Durante entrevista concedida na terceira noite da Expoacre 2025 nesta segunda-feira, 28, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco, o secretário de Estado de Agricultura, Luiz Tchê, celebrou as novidades do setor agropecuário na feira e falou da decisão que bloqueava recursos para o rodeio, determinada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/AC). A decisão foi revertida na Justiça com uma liminar favorável do desembargador Júnior Alberto nesta segunda-feira (28).

Ao comentar sobre os avanços na agricultura, o secretário destacou o protagonismo do mel acreano. “A parte da agricultura que mais eu gosto e me envolvo é o mel. Estamos trazendo o mel para a feira porque é o primeiro ano que, nas gôndolas do nosso supermercado, temos um mel certificado. É a primeira Casa do Mel. Vamos trabalhar até o final do ano para ver se conseguimos a segunda”, afirmou.

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Entre as inovações, Tchê revelou que o estado está desenvolvendo uma nova tecnologia: o mel em pó. “É um diferencial. É que nem tacacá: joga água e vira suco. Estamos nessa fase experimental, com uma técnica peruana que está desenvolvendo o projeto, e eu tenho certeza que vai render muito”, explicou.

Foto: Jardy Lopes

Outra frente de destaque da pasta é o QualiCafé, um selo criado para valorizar o café cultivado em áreas de preservação. “Muitos me perguntam: por que QualiCafé? Para dizer ao Brasil e ao mundo que, além de preservar, nós produzimos um café de qualidade. Nossa proposta é vender uma história, não só um produto”, ressaltou.

Ao ser questionado sobre os resultados esperados da Expoacre 2025, Tchê mostrou otimismo. “Tenho certeza que a gente vai bater recorde. Só em leilões são cinco aqui na feira, além do leilão no Gran Reserva, porque faz parte do evento. A grande sacada também é a nossa pós-feira, que é onde acontecem os grandes negócios”, afirmou.

A entrevista também abordou a polêmica envolvendo a decisão cautelar da conselheira Naluh Gouveia, do TCE/AC, que pediu a suspensão de pagamentos à associação responsável pelo rodeio. Segundo o secretário, a abordagem foi desrespeitosa e desnecessária. “Recebi a notícia na sexta à noite, no aniversário do meu neto. Me ligaram insistentemente. No sábado, fui notificado na feira. Um absurdo total, uma pirotecnia. A conselheira [Naluh Gouveia] me conhece, conviveu comigo na Aleac, sabia que bastava pegar o telefone e tirar qualquer dúvida. Eu apresentei, uma semana antes, toda a documentação”, criticou.

Tchê explicou que já havia entregue toda a documentação pessoalmente uma semana antes. O secretário também questionou o viés da medida adotada pela conselheira do Tribunal de Contas. “Olha, eu quero dizer pra vocês, com toda a minha sinceridade, que eu não duvido mais de nada [motivação política na decisão]. Porque não cabe à conselheira fazer isso. Está aprovado, na liminar. Não cabia lá atrás a questão do secretário de Educação e está virando uma rotina. Então, se a gente não parar e o Tribunal, que eu respeito, se colocar no lugar de fiscalizar. Por quê? Por que quem aprova o orçamento? Assembleia Legislativa. E quem executa o orçamento é o Governo do Estado. Então, não cabe discutir aonde eu vou colocar recurso ou deixar de colocar recurso”, salientou.

Foto: Jardy Lopes

Em outro trecho da entrevista, Tchê destacou com entusiasmo o potencial do cacau produzido no Acre, apontando o produto como uma das grandes apostas para transformar a vida de produtores locais. Em tom descontraído e direto, o gestor afirmou que o cacau pode até mesmo superar o café em importância econômica para o estado.

“Hoje nós fizemos um debate intensamente sobre o cacau. Cacau é um produto que eu tenho certeza, eu digo que vai superar inclusive o café. Nós somos umas dez origens no mundo aqui de cacau. Nós temos muito cacau, minha tia. A gente já vem trabalhando em algumas aldeias. A questão do cacau tem andado bem, as pessoas estão procurando. Eu até faço uma brincadeira: uma carreta carregada de soja é R$ 100 mil reais; uma carreta carregada de café é R$ 1 milhão. Agora de cacau, é R$ 3 milhões. Cacau já é, hoje, o nosso ouro. O nosso ouro vai tirar e vai dar dignidade pro nosso produtor, que tá na chuva, no sol, na lama. O cacau tem um diferencial. Porque, em dois a três anos, começa a colher. Ele pode armazenar o cacau e o cacau pode ser um plus”, salientou.

Na entrevista, o secretário aproveitou para convidar o público a visitar o estande do cacau, que traz uma atração inusitada: uma escultura do mapinguari feita com 200 quilos de chocolate. “Nós temos aí o estande do cacau. Convidar as pessoas pra ir pro estande, que a partir de hoje tá começando a construir um mapinguari de chocolate. São duzentos quilos de chocolate, para um artista que vem de São Paulo. Uma grande novidade que vai começar. Gente, o mapinguari é grande! E eu vim com medo do mapinguari e agora quero morder o mapinguaré”, finalizou.

ASSISTA ENTREVISTA:

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